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terça-feira, 7 de outubro de 2014

HÁ SEGUNDA FALO EU!

“A importância de um abraço”

Pois é amigos e companheiros de luta, cá continuo neste pedaço de paraíso abençoado por Deus que se chama Ferragudo. Já o referenciei várias vezes ao longo de mais de 20 anos em que resolvi tornar esta vila piscatória a minha segunda casa. Depois de vários meses de pressão e stress inerente á minha profissão um pouco por culpa deste feitio de não gostar de deixar os meus créditos por mãos alheias e não facilitar nem quando as “batalhas” possam parecer de menor importância, eu deixo de estar em estado de alerta. Com a chegada de Setembro e quem já trabalhou comigo, sabe que é o Mês da reflexão, do balanço e porque não “lamber as feridas” e tratar das mazelas do corpo e da alma, acima de tudo procurar uma razão para a continuidade, neste País que cada vez mais é tão negro para quem pretende levar uma vida honesta e de trabalho. Os pulhas, chulos, ladrões e vigaristas que sobretudo se encontram ao mais alto nível na classe politica, continuam a seu bel-prazer a dominar e a endrominar o povo e a tudo o povo continua a dizer que sim. Mas ainda não é hoje que eu quero desabafar sobre o desprezo social em que, a classe trabalhadora Portuguesa se encontra, prefiro falar, ou opinar sobre a importância de um abraço.
Pois ontem, a tarde de Domingo, na TV generalista tinha mais do mesmo, a ladainha da banha da cobra na SIC e na TVI durante 6 horas, com apontamentos musicais, em que salvo algumas exceções continuam a primar pela mediocridade, mas só come quem quer e por aqui me fico. Por sua vez em Portimão junto ao rio, a RTP montou um estúdio móvel para fazer o programa O Preço Certo ao vivo. O cenário já estava montado há uns 4 ou 5 dias e pelo o aparato, deve de ter custado um “balúrdio”, mas quero acreditar que a RTP deve de ter contrapartidas financeira, porque se a ideia era só combater a SIC e a TVI na noite de ontem, duvido que o tenham conseguido, no entanto, não deixo de reconhecer que o Fernando Mendes é um ator e entertainer de mão cheia e que merece o sucesso que tem pois vale o que pesa literalmente. Ontem numa rápida espreitadela ao programa, ao vê-lo cada vez mais anafado lembrei-me do seu Pai, o grande ator Vítor Mendes e tive um flashback, de um espetáculo em que participei na S.D.U.B. os “Franceses” no Barreiro, com o seu Pai onde ele teve sérias dificuldades para subir as escadas que iam dos camarins por debaixo do palco até ao mesmo e entrar em cena atempadamente. Ainda o ajudei uma vez ou outra, enquanto ele subia com uma mão na parede que servia de corrimão e a outra limpava o suor com um lenço. Acho que o Fernando Mendes está a brincar com o fogo a engordar daquela maneira, mas?
Desculpem se me estou a desviar, mas a minha vida tem sido tão preenchida com um pouco de tudo que, dificilmente consigo escrever sobre um determinado assunto sem me desviar do verdadeiro móbil porque comecei a escrever este desabafo. Mas como continuo a entender que o que vou escrevendo são desabafos, que não pretendo comercializar, logo não estou preocupado com as audiências, por isso é caso para dizer siga a dança, só lê quem quer.
O que me prendia a atenção na noite de ontem era a segunda edição do Factor X! Ah pensavam que era a dança com as estrelas da TVI? Népias, decididamente estou a deixar de achar qualquer piada à Cristina Ferreira, mas prefiro não me alongar por agora e depois no bocadinho que vi não consigo perceber quando o David Carreira, vai dançar com o seu par e uma voz em off anuncia, David Carreira dança Rumba! Continuo sem perceber porque carga de água a música da Whitney Houston, I will always love you na sua versão original é apodada de rumba??? Estou a falar a sério mesmo. Ela pode ser tocada em Rumba e era isso que eu esperava, mas não foi, era a versão original que depois com o peitoral do David, os fumos e a música resultou muito bem sem dúvida, ele tem muito jeito e não estou a ironizar, mas alguém me explique o que é que aquilo tem a ver com a Rumba??? E atenção não me chamem estúpido ok? Eu só estou a tentar perceber. Eram os passos que fizeram? Não sei mas se alguém me quiser elucidar eu agradeço e pronto. Ah e depois a Alexandra Lencastre que por tal sinal, é uma excelente atriz mas que não percebe um cu do que está a ajuizar, sempre com aquele ar de quem sabe do que está a falar e a meter os pés pelas mãos, em vez de falar sobre a performance dos concorrentes, desata a fazer comentários sobre a Withney Houston e a música sempre com o seu ar dengoso e quiçá rebarbado, mas que não diz nada de jeito a não ser dar a entender que preciso de um homem urgentemente… Não gosto Alexandra, desculpe mas para se pavonear já lá está a Tininha, por favor não faça isso se não sabe do que fala sorria e diga muito bem, gostei, são os maiores mas não se exponha tanto já chega ok?  Você apesar da idade ainda tem aqueles olhos (ou serão lentes de contacto) e o sorriso lindo dos tempos da Rua Sésamo, ok, ok está super produzida dirão as invejosas, mas não precisa de querer bancar a Teenager desinibida, as “ladys” não fazem isso, pelo menos às claras.
E pronto lá estou eu a desviar-me outra vez do que realmente quero falar.
O FACTOR X segunda temporada.
È incrível, como aquele pessoal tem pachorra para passar horas e horas numa fila interminável, para conseguir aparecer na TV. Certo que passam por lá grandes talentos sem dúvida e foi por isso mesmo que eu preferi ver o Factor X ás gargalhadas baratas da Tininha que se ri com qualquer merda, ou com o Preço Certo do Nando  Mendes. Na minha opinião, Está um bocado confuso, porque os concorrentes que aparecem a serem maquilhados já a “gente” sabe que vão passar a outra fase, a piada para mim estava na surpresa, no ar convencido das pseudo vedetas que lá  vão, tipo “chegou e disse tirou o chapéu e foi-se” e depois quando são confrontados com a realidade que afinal que os vivas e olés que levaram nos Karaokes, ou nos anos de alguém da família, não correspondem à realidade ficam com  um ar incrédulo como se  fosse tudo uma mentira, uma calúnia a avaliação e saem revoltados, uns a dizer cobras e lagartos dos jurados, outros que sem perder a pose rematam como a fábula da raposa, “Ah estão verdes não prestam”.
Bem sei, bem sei e sempre o disse que estes programas são feitos para caçar audiências e não talentos como eles referem, é certo que aparecem grandes talentos sem dúvida, mas e depois?
Será que é preciso relembrar onde estão todos os outros que passaram pelos ídolos, Chuva de Estrelas, The Voice, Operação Triunfo, Rising Star, etc etc… onde lhes prometeram mundos e fundos o que é eles fazem hoje? Mais?
Então basta ver que a SIC e a TVI há mais de um ano têm 2 programas ao Domingo a preencherem as tardes durante 6 horas e que podiam convidar musicalmente também alguns concorrentes super talentosos que têm por lá passado, para dar a conhecer ao País com mais frequência, porque afinal não basta ter passado num concurso mesmo que tenha ficado algumas sessões, são tantos e tantos concursos ao messo tempo que não se consegue fixar quem é quem. Dava para todas as semanas terem sempre caras novas e melhor com muita qualidade, mas das poucas vezes que tenho visto, é sempre mais do mesmo e vai de mal a pior e isto acontece porquê? Porque as pequenas editoras na tentativa de poderem sobreviver, movem céus e montanhas para colocar lá os artistas a quem eles cobraram o couro e cabelo com promessas de promoções e agora ou vai ou racha e espetam com eles a cantar de borla em qualquer ponto do País e a maior parte das vezes, são os próprios artistas que têm de custear as suas despesas de deslocação. Por mim passo!
Não quero ser derrotista, e acho muito bem e até louvo a pachorra deste pessoal que se sujeita, mas se fosse mais novo, preferia apostar mais na formação, não é por serem cantores de karaoke como ontem aquele senhor de idade dizia que era, que depois achamos que é tudo rosas. Não são os amigos e familiares que nos dizem que o Mundo é nosso que nos faz melhores artistas, ou mudam a nossa vida para o sucesso, é preciso dar continuidade e isso tem custos muito altos. A quem tenha dinheiro e compre o sucesso mais rapidamente e o que não falta para aí são exemplos às carradas, outros servem-se de artimanhas para chegarem lá, mas nunca passarão de ídolos de pés de barro, não têm estofo, não têm o tal factor X que afinal é ser diferente sem ser ridículo e ser na verdade bom… A primeira temporada do Facto X da SIC, trouxe-nos o D8, o José Freitas e devolveu o Berg á sua dimensão, mas ainda está tudo muito fresco, vamos ver quanto tempo dura, no entanto temos no D8 um caso sério na sua área, o José Freitas com uma voz de um entertainer a nível Mundial e um Berg que sempre foi muito bom, mas não temos País para tanta miséria Franciscana e essa treta dos Fans, é conversa de chacha… Fans?
Onde estão os fans das Spice Girls? Take That? Backstreet Boys? Etc… Não há fans, há modas e como todas as modas, é tudo uma questão de tempo até passarem à História. Na música é preciso reinventarmo-nos constantemente, senão perdemos o comboio, e quem o quer fazer de forma honesta, acaba desgastado e muitas das vezes só, depois vem as depressões, os desalentos, o baixar os braços e sabem porque é que isto acontece? Por causa dos Fans, onde se incluem os pais, os irmãos, os primos, os tios, os namorados, os amantes e os amigos da onça, de Peniche e da Petrarca, que nos massajaram o ego até mais não mas que depois nos deixam cair até batermos fundo. Tudo está na educação, tal como nascemos se formos bem-educados, bem treinados e tivermos um pouco de tudo mas Q.b., mais tarde estamos com certeza preparados para os trambolhões que a vida nos faz dar, se pelo contrário tivermos tudo de bandeja, nunca seremos verdadeiramente felizes, não sabemos respeitar e dar-nos ao respeito e quando por um acaso da vida a dita nos troca as voltas, vamo-nos abaixo e deixamos de viver para vegetar até ao fim dos nossos dias. Sabem que eu em 46 anos de carreira de músico, os meus pais, a minha família mais chegada, os meus amigos nunca em tempo algum me disseram és bom naquilo que fazes, sabem o que custa estar em casa dos Pais tocar ao lado de familiares e nunca ter recebido um elogio, pelo esforço e dedicação do meu trabalho, aceitarem tudo como se fosse uma coisa tipo não fazes mais que o teu dever? Houve vezes que me apetecia revoltar e dizer “ merda que é que vocês querem que eu faça mais”? Mas sabem de uma coisa? Talvez esteja aí a razão de eu ao caminha para os meus 47 anos de carreira interrupta graças a Deus, continuar com vontade de lutar, continuar a puxar pelos meus colegas, dar a valor a quem o tem, ajudar quem precisa mesmo levando coices de seguida ou sofrer desilusões, não invejar a vida de ninguém, continuar a subir ao palco como se fosse a primeira vez e voltar a ter sempre a mesma sensação do dever cumprido, quer toque num bar para meia dúzia de pessoas, quer toque em espaços enormes para largas centenas. Talvez o facto de nunca ter tido ninguém que me pusesse a mão por baixo, me tenha feito um guerreiro, que tantos anos depois consegue perceber que nem tudo o que luz é ouro, que nem todos os elogios são verdadeiros, que se quero vencer tenho de ir á luta, mas uma luta onde eu saiba que posso vencer, não as que estes concursos de caça talentos prometem. Até pode ser que sim, mas é uma hipótese num milhão e são mais as desilusões do que as verdadeiras vitórias, por isso prefiro este caminho que escolhi, devagar mas seguro. A única coisa que eu preciso mesmo é de saúde e de UM ABRAÇO AMIGO!
De resto? Siga a dança!

Tá dito? Tá feito!  

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