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quinta-feira, 29 de março de 2012

VAMOS A CONTAS 13 ANOS DEPOIS ( Desabafos 9 )

Há 13 anos que lidero o projecto musical Companhia Limitada. Como a maior parte dos meus leitores sabem, eu vinha de um projecto profissionalmente assumido, com um longo curriculum e não tinha necessidade nenhuma de começar literalmente da estaca zero. Mas eu apanhei um comboio em andamento de seu nome Holiday e com o passar dos anos fui herdando dos ex-elementos a responsabilidade de conduzir os destinos daquele conjunto musical. Foram mais de 30 anos de actividade!
No entanto e por amar aquilo que faço, quando percebi que os meus colegas já não tinham mais nada para dar, comecei a pensar em alternativas credíveis que me ajudassem a não baixar os braços. Afinal, estava na casa dos “intas” mas ainda me sentia com força para continuar. Quando o Holiday cessou a sua actividade como conjunto musical, fui literalmente “assediado” para outros projectos, através de bons músicos com experiência e valor comprovados, que insistiam para eu me juntar a eles.
Nunca aceitei!
13 Anos depois, continuo convicto que tomei a decisão certa. Já não é a primeira vez que, em público, assumo o privilégio de trabalhar com jovens que começaram literalmente do nada e que, graças a um trabalho de fundo, são actualmente uma agradável realidade. Nós temos feito a nossa sorte, com muito trabalho, dedicação e amor sem limites por esta causa. 
Não foi fácil, já expliquei alguns dos motivos desta afirmação no blog anterior, por isso e já que chegou a altura de fazer o balanço de 13 anos de actividade, momento este em que pretendo fazer uma viragem no rumo dos Companhia Limitada, aqui fica uma explicação para quem me quer julgar na praça pública, sem me dar o direito de me defender. Não que isso me tire o sono, porque as pessoas que têm trabalhado comigo sabem que eu dou tudo o que tenho, mas também exijo igual tratamento e se eu mudo é porque algo de muito grave se passou.
A vida dá voltas e voltas, mas felizmente para mim e para quem me conhece, sabe que o termo “nunca mais”, para mim, não faz sentido. Por mais que eu diga não, como não sou rancoroso, quando gosto de alguém é para toda a vida mesmo que esse alguém me tenha desiludido. No final deste desabafo irão perceber porquê.
Está na altura de continuar a tirar os esqueletos do meu armário e, como não obrigo ninguém a ler, vou falar de pessoas que de uma forma ou de outra, fazem parte da minha história de vida e sem truques  omissões, ou ironias sem nexo, vou desabafar antes que a memória me atraiçoe.
No final do mês de Setembro, corria o ano de 1999, vinha eu do Algarve depois de umas feriazitas em família, quando de repente dou por mim a dizer à minha mulher que tinha vontade de começar de novo, mas com um projecto musical à minha imagem. Ela ouviu-me atentamente e como uma companheira “pinguim” deu-me força para seguir em frente.
Na altura, o Holiday já se encontrava na sua contagem decrescente, reduzido a 4 elementos, eu (Carlos Camarão), o Paulo Cruz no baixo, Mário Pombo na bateria e a Filipa Ruas, com 15 anos, a assumir o papel de vocalista. A Filipa era uma menina franzina com uma vontade enorme de ver o Mundo e que mais tarde fez “parelha” comigo em bares onde fazíamos música ao vivo. Adorava-a pela postura natural com que se apresentava nos bares de gente adulta cantando e interagindo com o público.
Paralelamente a este projecto do Holiday eu tinha montado um espectáculo de melodias de sempre a que dei o nome de “ENA TANTOS”, aproveitando algumas vozes que tinha captado em festivais juvenis da canção, mas que se estava a desagregar, porque alguns papás queriam que os seus rebentos fossem os protagonistas do projecto e tranquilamente eu pensei, ok! Tenho a Marisa, a Lígia e a Sónia (na altura tinha-me incompatibilizado com Filipa), vamos arranjar um projecto saudável e assim nasceram os Companhia Limitada. Eu no piano e as três nas vozes.
Começámos, muito a medo, a fazer uns bares e aos poucos as solicitações foram aparecendo. Até que um dia eu estava no meu local de trabalho e a Filipa apareceu decidida a convencer-me a aceitá-la de novoL. Eu gostava muito dela, afinal ela tinha sido a menina com que eu comecei. Assim e depois de algumas semanas de hesitações ela lá voltou á carga e “disparou”, se tu não me ajudares eu vou ser artista nem que eu tenha de comer as sopas que o diabo amassouJ (Só nós 2 é que sabemos J ).
Bem, a Filipa quando queria uma coisa era pior que uma injecção estragada, por isso lá acabei por ceder e ela passou a ser o 5 elemento do grupo. O leque das opções para actuarmos começou a alargar uma vez que, nós trabalhávamos incansavelmente e os frutos do nosso trabalho começaram a aparecer. Eu tinha a meu cargo toda a responsabilidade de arranjar contratos e negociá-los, dar-lhes formação, aturar as pequena picardias e fazer os investimentos em termos de material técnico, todo o material era meu incluindo os carros onde nos transportávamos. Em suma, eu tinha o que queria mas pagava uma factura bem alta para ter um grupo com as características dos Companhia Limitada.
Um dia a Filipa manifestou a vontade de participar nos castings da primeira versão da Operação Triunfo, na RTP. Fiquei logo com a sensação de que mais uma vez a ia perder, na altura, ela era o elemento mais destacado do grupo, pois por ela passavam a maior parte das músicas, não por ter melhor voz mas porque era, sem dúvida, aquela que mais parecia levar a sério este projecto musical. A Sónia também esteve tentada a ir mas desistiu logo antes do primeiro casting. A Lígia e a Marisa não deram muita importância ao assunto. E o resto é história.
A Filipa era das concorrentes mais bem preparadas, sabia o que tinha de fazer, era a primeira vez que a OT se ia estrear em Portugal, porque em Espanha já tinha alcançado um sucesso extraordinário. Foi bom para ela e bom para nós, todos crescemos mas a Filipa não voltou mais aos Companhia Limitada.
Situações tristes, com queixas de parte a parte, intrigas e jornalismo sensacionalista fizeram com que uma amizade, de quase uma vida, se tivesse estragado. Eu deixei-me levar pela impetuosidade do meu feitio e quando me apercebi que o resto dos elementos estavam a ficar desacreditadas e ofendidas sem terem culpa nenhuma, virei bicho, baixei o nível da conversa e quando dispensei a Filipa, por razões óbvias, pois ela tinha assinado um contrato por 5 anos, foi o principio do fim.
Um dia a Filipa falou comigo ao telefone e disse-me que estava magoada com tudo o que tinha saído nos jornais e nas revistas, eu disse-lhe que também tinha algo para lhe mostrar e acrescentei: Tu trazes o que tens contra mim e eu mostro-te o que tenho contra ti. “O que realmente disse, eu assino por baixo desde que me dês a oportunidade de te explicar as razões que me levaram a dizer e a perder as estribeiras”.
Errei? Claro! Porque me deixei levar pela “raiva”. Porque eu tinha de defender as colegas que ficaram cá atrás a segurar as pontas na ausência dela e disse coisas que eram desnecessárias dizer, mas o que eu disse e repito não foram mentiras, porque me foram ditas a mim e eu só queria dizer à Filipa o que me contaram e dizer-lhe quem foi, mas infelizmente ela nunca me deu essa oportunidade e afastou-se, até hoje.
Mas o grupo em vez de baixar a guarda encheu-se de brios e subiu de nível. As colegas que até à altura tinham tido uma postura um tanto ou quanto passiva, assumiram todas as responsabilidades e depressa a situação estava totalmente controlada. Foram mais uns 4 anos gloriosos, até ao dia em que a Marisa, eterno pólo de conflitos, teve de ser convidada a sair. A Marisa é dona de uma voz fantástica, mas o seu feitio insatisfeito era um foco de constantes problemas.
Depois veio a Carla. Filha de um amigo de infância entrou com o entusiasmo natural de quem tem um brinquedo novo. A Carla era muito novinha, por isso tivemos de cuidar do seu visual para ficar de acordo com as colegas. Era uma miúda inteligente, mas a idade não a deixava ver mais além. Trabalhámos no duro para conseguir que a Carla ficasse, minimamente, em condições para carregar o peso do nome e da reputação que entretanto íamos conseguindo.
A Carla, nos primeiros meses, esforçou-se, mas aos poucos nós fomos sentindo que lhe faltava maturidade para a banda. Acabou também por sair, mas o grupo nunca perdeu qualidade porque o seu núcleo “duro” composto por mim, pela Sónia e pela Lígia estava apto a assumir todas as suas “despesas”, só que a sua imagem era de três elementos femininos e eu não queria abrir mão disso.
Foi então que uma jovem, mais madura, de seu nome Susy Rodriguez que, já há uns meses, vinha “arrastando a asa” para se juntar ao grupo, acabou por entrar e passar a ser o quarto elemento. A Susy, que conheci através de uma amigo comum, era dotada de uma boa voz, tinha estilo, tinha imagem e encaixava no perfil que procurávamos! Anos antes tinha deixado de cantar porque o namorado da altura morria de ciúmes e não queria que ela cantasse, por ter ido atrás da sua conversa 10 anos se perderam. Perguntei-lhe pelo dito e ela disse-me que já tinham acabado há muito.
Depois de a ouvir cantar e de lhe explicar as regras do jogo ela acabou naturalmente por entrar. Tinha fé nela, afinal era uma adulta na casa dos 30 mas tinha uma imagem agradável. O único senão era o facto de ser mãe de um bebé com poucos meses. Eu disse-lhe que ela não ia aguentar e não aguentou mesmo, tendo acabado por sair.
Foi quando entrou a Patrícia Cachopas, filha da minha cunhada, dona de uma imagem 5 estrelas, mas socialmente muito ingénua. Trabalhámos tudo de novo, perdi noites e perdi a contas aos dias, mas consegui que a Patrícia ficasse nas condições mínimas para subir a um palco. Mas as condições eram mínimas e o acordo era de que tinham de ser maximizadas. Não foram e a Patrícia ao fim de 2 anos teve de abandonar o barco.
Nessa altura, a Susy volta a manifestar vontade de se juntar ao grupo e mais uma vez dei-lhe uma chance, afinal o menino já estava crescidinho. No entanto, foi sol de pouca dura, problemas da sua vida particular impediram-na de continuar, voltou a Patrícia por mais uns meses, mas desta feita também não conseguiu aguentar a pressão. Foi quando apareceu a Sara.
A Sara era uma jovem de 17 anos que prometia muito. Não sabia cantar, era insegura e um pouco complexada. Mais uma vez eu meti mãos à obra e aos poucos a Sara foi suprimindo as suas dificuldades e os seus medos, tendo sido o melhor quarto elemento que até hoje passou pelo grupo. Ensinei-lhe o suficiente para não falhar, era conhecedora das regras que regem os Companhia Limitada. Perdi a conta aos dias e ás noites que passei com ela para conseguir que se tornasse numa cantora de eleição. Às vezes ela dizia-me que a criticavam porque cantava pouco e eu dizia-lhe: “Sara tem calma, tu cantas aquilo que eu sei que não tem falhas, continua a trabalhar que a tua oportunidade vai chegar”. Ensinei-lhe umas bases de piano para poder alternar comigo enquanto eu ia para a guitarra, estava a ensinar-lhe a fazer vozes, a construir harmonias vocais ao mesmo tempo que lhe dava toda a liberdade para ela cantar o que quisesse.
Só que para além da parte profissional a Sara quis mais, tornou-se um membro da minha família e durante 5 anos nós fomos a segunda família dela. Partilhamos aventuras que valem pelos grandes momentos. Foi a única que usufruiu de uma liberdade total para se sentir como se estivesse na sua casa. Mas meu querido leitor(a) se havia pessoa que sabia de cor e salteado, as regras do jogo que só a nós nos diz respeito, essa pessoa era a Sara.
Ela estava implicitamente metida em todos os esquemas de estratégia do grupo. Se ela não tivesse querido ser mais que um elemento do grupo, talvez as coisas não tivessem descambado, mas ela queria ser e foi mais que uma colega de trabalho, foi mais um familiar e quando assim é, a culpa não pode morrer solteira. Ela quebrou as regras e foi penalizada por isso. Infelizmente mais uma vez eu sou o mau da fita mas vamos a contas nuas e cruas.
No final das nossas férias, em Setembro de 2011, ao perceber que era necessário arriscar um pouco mais e ao ver como está o mercado de trabalho tomei uma decisão, pedi a reforma antecipada para me dedicar, a tempo inteiro, à música. Afinal já não sou nenhum garoto e nunca tive oportunidade de fazer, só o que de facto gosto em termos de música. Como a Sónia e a Lígia já tinham terminado as suas licenciaturas e a Sara, também já tinha terminado o seu curso técnico eu percebi que agora o empecilho era eu e vai daí meti os papéis para a reforma.
Antes do verão, tive de investir numa carrinha que ainda estou a pagar e num melhor sistema de som, para dar melhores condições ás minhas colegas. Todas estas despesas são assumidas por mim por inteiro, fora as outras, tipo manutenção. Além disso dou o meu trabalho e faço a gestão de tudo. Elas dão o seu melhor, mas o bom senso dizia-me: “Carlos cuidado elas estão a crescer e um destes dias querem ir ás suas vidas e tu ficas apeadoL”.
Não bastava o meu bom senso, como também algumas pessoas da minha relação que me diziam: “Tens um grupo fabuloso mas vai-te preparando que elas, um destes dias, batem a asa e tu ficas agarrado”. E eu lá ia dizendo Eu sei! Mas ficava na esperança de que esse dia nunca chegasse, ou chegasse depois de eu conseguir realizar todos os nossos sonhos, os meus e os delas. É para elas e para os seus sonhos que eu vivo. Quem quer ver o Carlos vê-o sempre, mas sempre, na Companhia da mulher ou então das colegas de trabalho.  
Foi por estas “miúdas”, hoje mulheres, que eu dei 13 anos da minha vida! Que me empenhei, paguei, voltei a empenhar-me, que deixei de conviver para viver esta doce realidade, dei a minha vida por isto, portanto que ninguém me ouse criticar sem saber os porquês.
Aqui ficam, explicitas, algumas das razões que me assistem, tudo o resto é do foro pessoal que morre comigo. Cada vez que sai o “4º elemento” é um pouco da minha vida que se vai com ele.
Montei shows temáticos de muito sucesso, agora vou ter de começar de novo e se não fosse o núcleo duro dos Companhia Limitada eu desta vez baixava os braços e desistia. Ainda por cima, estas situações acontecem numa altura em que a minha companheira, devido á complicada intervenção cirúrgica a que foi submetida ainda se encontra em recuperação, não me podia ajudar, pois para não a inquietar suportei todas estas cenas sozinho.
Tenho os meus limites e bati no fundo. Mas Deus que nunca me abandonou deu-me uma nova esperança. O filho do meu primeiro casamento, sempre teve um sonho de ombrear comigo num palco e nunca tal me disse! Foi pena porque tínhamos poupado muitos anos, o ano passado convidei-o a reforçar os nossos shows temáticos ABBA TRIBUTE e ANOS DOURADOS, tocando bateria, funcionava como músico convidado. Ele é bom no que faz e eu preciso de endurecer o núcleo duro dos Companhia Limitada, porque temos novos desafios entre mãos e preciso da “nata” em termos musicais para superar os mesmos.
Não quero dizer com isto que, que com a formação que tivemos até há uns dias atrás que não estaríamos à altura. Mas já que nos incompatibilizamos, eu tenho de seguir em frente, porque a minha cara e a minha palavra é que estão hipotecadas.
Não estou feliz, todas as pessoas que por aqui passaram, todas sem excepção, tiveram o melhor de mim. Errei? Mas eu não sou perfeito, só que quando há humildade pedimos desculpa e desculpa foi coisa que eu nunca ouvi da boca do chamado  “4º elemento” aquando das respectivas saídas e eu pergunto ao caro leitor(a), sabem quanto tempo é preciso para se chegar ao patamar a que os Companhia já chegaram??? E tempo é coisa que eu não tenho tanto quanto gostaria. A todas eu ensinei a maneira mais fácil de atingirem os objectivos, ensinei-lhe os truques o “B – A - BÁ” , partilhei segredos técnicos e pessoais e só porque eu não sinto que  haja ambiente para continuar eu já não presto? Então e alguém já perguntou ás pessoas que por cá passaram, o que foi que elas fizeram? Elas têm direitos e os meus??? Se o grupo acabasse agora, eu ficava com a despesa e o material e pergunto fazia o quê?????? Eu posso tocar sózinho? Poder posso mas não quero! Vou para outra banda??? Talvez podia ser uma hipótese, então e a razão do meu orgulho de 13 anos de luta, de sacrifício, de chatices, sempre a apelar ao bom senso, para agora ficar sem nada eu mereço isto???
Quando tomei decisões que não foram simpáticas ás pessoas visadas acusaram-me que fui injusto, alguém se interroga porquê??? Se há coisa que eu não sou é injusto, nem rancoroso. Então não me sacrifiquem sem me ouvirem, não me ofendam, porque eu só fiz foi bem a todas as pesosas que comigo têm trabalhado, Perco as estribeiras??? Pois mas será que não há uma razão muito forte para tal? Esta pergunta ficará sem resposta com certeza!
Para perceberem que eu não sou rancoroso e desde que as pessoas saibam conversar comigo, eu sou o chamado “CONA DE SAROLA” como diz a minha mãe ou seja, um parvalhão que ainda acredita no Pai Natal. Lembram-se da Marisa, de que atrás falei? Da menina problemática, talentosa mas insuportável? Depois de eu a ter mandado embora, ela na fúria do seu descontentamento, ofendeu-me desprestigiou-me, mas há muitos anos que ela sonha voltar para os Companhia Limitada.
Só que ela saiu de uma a maneira complicada de engolir, mas hoje a Marisa é uma mulher casada, teve de mudar e percebeu que tudo o que eu lhe disse que se iria passar, quando ela se fosse embora do grupo, lhe aconteceu. Retratou-se, é um grande talento, e nós precisamos de gente capaz, porque os desafios que se avizinham vão exigir o máximo de todos os elementos , vamos trabalhar com pessoas que também têm trabalhado ao mais alto nível e que não querem saber de picardias pessoais seja de quem for.
A Marisa trabalhou comigo 15 anos está preparada para ser uma mas valia, e acima de tudo está motivada porque esteve 7 ou 8 anos fora e sabe bem que a boca lhe amargou. Hoje é uma das hipóteses para voltar ás origens. Os Companhia Limitada são um grupo familiar, mas há regras porque é através dessa regras que os seus elementos aprendem a conviver e a respeitarem-se, por isso há 13 anos que vos damos música e a qualidade não pára de crescer. Agora com o Miguel na bateria e piano a Lígia nas congas e bateria, a Sónia cada vez melhor no baixo (Oh Matrix seja lá quem fores não te estiques que eu não posso dispensar também  “esta” ok? J, portanto não me rondes a quinta para me roubares tb uma galinha que vais corrido a tiro estás avisado! J. Para já, vai ser esta a formação base Primavera/Verão 2012.
Mas há mais, ideias para outros reforços já que agora não temos muitas hipóteses de abarcar com todos os projectos. Há que descobrir novos valores para trabalharem com os elementos base do grupo e é isso que estamos a fazer.
Para o novíssimo show da SIMARA & COMPANHIA LIMITADA, com o melhor do Brasil, para além dos seus bailarinos, vamos juntar reforços para fazer o suporte musical. Agora perguntarão vocês, mas é preciso tantos??? Não mas eu adoro fazer as pessoas felizes. Se por esta ou aquela razão eu falhei nos meus intentos, antes de me crucificarem interroguem-se porquê? Se eu nunca fui assim, se mudo de opinião, por alguma razão foi, mas a falar é que a gente se entende, só que eu gosto de falar mas também de sentir que me escutam. Todo o 4º elemento que passou pelos Companhia Limitada, continuam a ter o meu carinho, só que quando olho para trás, pergunto-me valeu a pena? Não pretendo rebaixar ninguém, muito menos fazer-me de vítima. Retratei aqui 13 anos de luta e entrega, o que aqui escrevi é uma ínfima parte do que eu tenho feito, para mim todas as pessoas que trabalharam comigo, se eu pudesse ainda hoje estavam ao pé de mim, porque eu não sei fazer as coisa por metade, entrego-me sem contrapartidas, falo por falar mas quando eu sinto que já não me escutam, desisto, mas no “amanhã” eu tenho de continuar, porque existem outras pessoas que continuam a confiar em mim e eu não as posso desiludir. Para todas estas pessoas que têm feito parte da minha vida digo-vos; Conhecem me bem, sabem bem quem eu sou e o que valho, todas elas estiveram anos ao pé de mim, portanto se eu deixei de prestar, interroguem-se onde é que falharam. A todas sem excepção digo a minha porta continuará sempre aberta. Posso me sentir magoado, mas não sou capaz de guardar rancor a ninguém. A vida não vale nada se não formos felizes, e nada como um dia atrás do outro para podermos emendar os nossos erros, ás vezes posso ser injusto, mas para todas estas pessoas que eu aqui refiro no meu desabafo o meu obrigado por terem existido na minha vida quem me conhece sabe bem que não são só palavras, afinal para todas, eu já fui a “coisa” mais importante na vida delas. Boa noite e fiquem cientes de uma coisa nunca, mas nunca vos esquecerei por isso eu quis ter este desabafo que guardava no meu coração há 13 Anos. Não é uma critica é uma homenagem á minha maneira para memoria Futura.
Tá dito? Tá feito! (Carlos Camarão mentor do projecto Companhia Limitada)