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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

NÃO GOSTAS? NÃO ESTRAGUES! (Desabafos 2)

As Festas Populares do Barreiro Versão 2011 aí estão!
Numa altura em que os Municípios atravessam grandes dificuldades para fazerem face às responsabilidades que lhes são inerentes, conseguem ainda assim através de um magríssimo orçamento levar a efeito as suas tradicionais festas anuais.
A Câmara do Barreiro, à semelhança do que fez o ano transacto, aposta nos “artistas “ da terra para conseguir completar o cartaz. Aqui e ali, graças às redes sociais e ao "boca a boca", vou avaliando o que os "profetas da desgraça" vão opinando acerca do cartaz das festas 2011.
Nos meus tempos de juventude, em que  vida era dura mas também mais simples, o "encanto" das  festas do Barreiro estava na pista dos carrinhos de choque, do carrossel com as banheiras e de onde eu saía muitas vezes sem saber onde ficava o chão, as barracas de matraquilhos,  e o circo. Um dia pela altura de mais umas festas do Barreiro, isto já na fase de jovem adulto, estava  eu no retiro dos pescadores na rua Aguiar (Barreiro velho) quando me apareceu o dono do circo muito aflito porque tinha ficado sem músicos. Alguém me tinha recomendado, como a pessoa que o podia "desenrascar". Mas ele não queria o conjunto todo (Holiday), porque tinha receio de não conseguir receita suficiente para pagar. Na altura eu não tinha os teclados que tenho hoje com acompanhamento inteligente, tinha sim um orgão de 2 teclados, mas sem outros "mimos" técnicos. Perguntei-lhe então! E o que é que eu vou tocar? E ele, oh pá você improvisa qualquer coisa desde que tenha música, para a entrada e para a saída do artista tudo bem. Perceberam esta do artista? Não? A sério?... Então já nesta altura, músico não era artista. E o que me chateia é que 30 anos depois continua  a haver o mesmo estigma, mas isso fica para outro desabafo que vou escrever um deste dias. Afinal, são muitos anos de aventuras.   
E lá fui! 
Apesar de nessa altura já levar quase 10 anos de palco, ali no circo que eu tanto gosto e venero sentia-me um peixe fora de água. Quando entrava para a pista para dar início à sessão da tarde, ou da noite, nem conseguia levantar a cabeça envergonhado por causa dos “profetas da desgraça” vulgo invejosos, que sem saber as razões que me levaram a aceitar o convite, achavam que era um desprestígio para mim. Eu era  jovem e inexperiente, não sabia defender-me destes depauperados com a vida, mas cumpri a minha parte de tal forma que o dono do circo queria que eu o acompanhasse por aí de terra em terra. Não aceitei, tal como nunca aceitei outras propostas para poder honrar o meu compromisso que tinha com o Holiday e os meus companheiros da altura. 
Curiosamente, anos mais tarde voltei a tocar em circos, só que desta vez para acompanhar o Marco Paulo como músico de suporte. Agora o "alvo" era o Marco! Na boca dos profetas da desgraça, ele era uma artista menor, por isso é que cantava no circo.
Hoje mais do que nunca, dou-lhe valor por ele se mostrar sempre intransigente quando uma ou outra colectividade queria ganhar dinheiro e prestígio à conta dele e lhe pediam uma borla. Que me lembre ele nunca acedeu. E muitos anos depois, ele continua a ser uma das melhores vozes Portuguesas da música ligeira. 
Já nos tempos que trabalhei com o meu a amigo Jorge Fernando, naquelas viagens mais longas que fazíamos a caminho dos espectáculos em que se conversa de tudo um pouco, ele dizia-me que o “Povão” gosta muito de confundir a humildade com fraqueza.
Ai como eu lhe dou razão!
E cá está aquilo que disse no primeiro desabafos 1, gosto de aprender seja com quem for e aqui estão 2 exemplos de aprendizagem que eu nunca esquecerei.
Este ano a Comissão de festas do Barreiro, convidou os Companhia Limitada para actuarem no palco principal da festa. Não me surpreendeu, afinal os Companhia Limitada, tem tido um percurso natural de progressão e um dia tinha de acontecer. Mas já toquei também várias vezes no palco das tasquinhas e com muito orgulho, mas entristece-me ouvir os “profetas da desgraça” dizerem-me que nós só lá vamos, porque não há dinheiro, ou ler nas redes sociais que o cartaz deste ano é muito fraco.
Entristece-me, porque quem fala mete tudo no mesmo saco e sem conhecimento de causa. Nós vamos lá apresentar o nosso Show temático ANOS DOURADOS, um tributo à música dos Anos 60. Foi montado há cerca de 7 anos e já perdi a conta ao número de vezes que o apresentámos, sempre sofrendo sucessivos aperfeiçoamentos e remodelações.
Ainda em Junho deste ano, actuamos nas festas da Quinta do Conde e Santo André, para um recinto cheio e das largas dezenas de opiniões que ouvi, todas foram unânimes em aclamar o show como um trabalho de qualidade.
Há melhores? Claro que Há! Mas o nosso também é bom.
E a não ser que o público da Quinta do Conde e Santo André e todos os outros que ao longo dos anos já assistiram  a esta nossa produção musical, sejam mais ignorantes que os do Barreiro, não vejo razão para tanto derrotismo. Embora não me sinta particularmente afectado, ainda sou honesto ao ponto de dizer que podia tocar até aos 100 anos e nunca me iria habituar à maledicência gratuita.
Se não estão de acordo com a escolha que a Comissão de festas fez, se não querem nem pensar as razões, pois tem o direito de manifestar o seu desagrado, mas perdem-no quando querem achincalhar quem lá vai dar o melhor que tem.
Seja no palco principal, seja nas tasquinhas!
Se calhar, o que a Câmara do Barreiro tem que começar a fazer, é como as suas “congéneres”.  A Câmara do Montijo por exemplo, arranja um cartaz de nome sonantes e espeta com eles num recinto fechado mas a pagar. No Barreiro, como é de borla,  vamos reclamar porque temos direito e  dizer mal, porque dizer mal sem saber porquê faz parte da cultura do Português. Sonante, não é nem nunca será sinónimo de qualidade e podia citar N de exemplos, mas isso poderia ser interpretado como estar a pôr-me em bicos de pés e deixo isso para quem gosta de usar salto alto.
Eu já não tenho idade para ilusões, nem procuro vedetismos fúteis. Felizmente a minha equipa perfilha os mesmos ideais e para nós é sempre um prazer subir a um palco, desde que consigamos agradar e obter o respeito de quem nos escuta.

Trabalhamos muito para conseguir apresentar um trabalho digno. Sei que nunca irei conseguir agradar a gregos e a troianos, mas as críticas passam e nós continuamos.
Dói-me, mas não me faz mossa! E  como dizia a minha saudosa amiga e grande artista Barreirense, Mariete Pessanha. “Estou-me nas tintas pá”.
Mas quando essas bocas infelizes, vem de pessoas que já comeram e beberam da minha gamela e que se não continuaram foi porque não tinham talento para mais, não consigo ficar indiferente.
Estou a lembrar-me de uma “amiga” despeitada, que  na sua sede de protagonismo, escreveu no Facebook  que este ano não punha lá os pés (na festa) porque o cartaz é uma merda
Como tal, lá vai mais um desabafo p'ra geral. (direito de resposta)
E tu “amiga” o que és? Uma ressabiada que arranjaste um encosto sentimental e deixaste de viver. Passas a vida reclamar e a acumular frustrações, sempre foste assim desde pequenina. Os anos passam e até parece que a vida não te ensina nada. Também com o teu Q.I não se pode esperar muito mais não é? Ainda pensei que quando atingisses a maioridade te passasse essa azia. Tens de ter cuidado porque o teu problema de ossos está a ficar descontrolado, sobretudo ao nível do cotovelo, que é  onde te  doi mais.
Se não te tratas, quando passares a casa dos trintas, vais te achar menos que uma cagadela de pássaro e aí sim, vais ver o que é bom para a tosse. Por isso, em vez de gastares o teu tempo a procurares sarna para te coçares, olha bem para ti “amiga”. Tu sabes que o aqui o "teu amigo" Camarão,  não é de guardar rancores porque a vida não vale um traque, e como tantas e tantas vezes  te matei a  "fomeca"  de espírito (pensava eu ) mais uma vez vou dar-te um bom conselho, para ti e para todos os que pensam como tu. Ou estavas já a pensar que eras tão importante ao ponto de eu gastar o meu tempinho a escrever exclusivamente num blog para ti? Tu até me conheces e sabes que eu adorava dizer-te tudo isto nessa tua carita laroca, mas quem sabe um dia destes né? Mas para ti e para todos os teus amigos do fássebuqui aqui fica o meu desabafo final
NÃO GOSTAS? NÃO ESTRAGUES!
Tá dito, Tá feito!
Carlos Camarão ( Mentor do Projecto Musical Companhia Limitada )