Follow by Email

terça-feira, 10 de abril de 2012

A MINHA PRIMEIRA VEZ ! ( Desabafos 11 )

PARTE I

Os meus últimos Post’s têm-se pautado pela seriedade dos relatos. Embora reconheça a utilidade destes desabafos, a minha preferência vai para o relato das várias histórias que constituem a minha vida, conto-as com o intuito de divertir quem se dá ao trabalho de ler os meus desabafos.

Procuro dar sempre um leve toque de humor a tais peripécias, para que o leitor(a) se sinta confortável com a descrição das mesmas, embora a brincar seja capaz de dizer a verdade. Por isso hoje vou contar-vos como foi a minha

PRIMEIRA VEZ!

Vou dividir este Post em duas partes, porque penso que está na altura do leitor sentir o pulsar desta minha faceta de escritor para as “massas”. Ao longo da leitura, vá imaginando os pormenores de cada cena narrativa e, com toda a certeza, irá achar que a mim tudo me acontece. Por isso leia com atenção, deixe um comentário no blog, torne-se seguidor ou comente no facebook. Garanto-lhe que não se irá arrepender.

Então Bora lá!

Hoje vou optar por um flashback mais profundo e aproveitar para vos revelar aquilo a que, se eu tivesse os 5 alqueires bem medidos, não me exporia mas como dizem os meus músicos, eu já não tenho que provar nada a ninguém, por isso entendo que devo partilhar as minhas experiências, já que elas têm muito tutano e ajudam a passar o tempo a quem lê os meus desabafos.

Se você já colocou aquela cara de gozo do tipo, “é desta que o “gajo” se confessa” ou “querem ver que o gajo é bicha?”.  Leia primeiro e comente depois os relatos de “A minha primeira vez”.

Atenção a um “litlle” pormenor, o termo bicha que eu aqui refiro, não tem o mesmo significado que a definição “gay”. Porque para quem não sabe, tenho sido muito pressionado para desvendar esta minha opinião, mas é um assunto que me merece todo o respeito e só o irei abordar quando estiver inspirado. Fica prometido que um destes dias vou  “explicar” a diferença.

Pois “A minha primeira vez”, contrariamente ao que algumas mentes mais voyeuristas possam imaginar por agora, ainda trata da primeira vez em que me tornei Internacional!

Internacional? (dirá você) Sim!.. I.N.T.E.R.N.A.C.I.O.N.A.L.

Decorria o ano de 1984, altura em que o extinto Conjunto Holiday (visite o site www.companhialimitada.no.sapo.pt menu biografia) estava no seu apogeu. A agenda de contratos estava sempre repleta, éramos os “Reis” da Estremadura, Beira Baixa e Baixo Alentejo, tínhamos acabado de gravar o nosso primeiro 45 rotações, fazíamos bailes e ainda dávamos o suporte musical aos vários artistas que o solicitavam. No entanto, faltava-nos qualquer coisa…

Não éramos Internacionais!

Bolas! Não podíamos pintar na nossa carrinha, como se usava na altura, Conjunto Internacional Holiday, não sei se o leitor está a imaginar a pomposidade da cena, hoje qualquer badameco grava CDs e vai à televisão, mas há 20 e tal anos atrás a coisa fiava mais fino. No entanto e apesar das actuais facilidades, algumas das histórias, que certas revistas nos relatam, sobre a internacionalização de muitos “craques” que por aí andam, são tudo treta.

Eles realmente vão actuar ao estrangeiro mas sejamos realistas, actuam para as comunidades de emigrantes Portugueses e já gozam, mas deixemos estas “aventuras” para outra altura.

A nossa oportunidade surgiu quando trabalhávamos ao Sábado à tarde no Teatro Maria Vitória, no saudoso parque Mayer. Fazíamos o suporte musical dos artistas convidados e o responsável pelo programa era o saudoso Locutor da RDP, Luís Filipe Novais (Conforme já focado no post anterior)

Uma noite, estávamos nós a ensaiar na cave dos Franceses (uma colectividade do Barreiro), apareceu-nos ele com um sorriso rasgado a dizer, meus amigos venho contratar-vos para irem tocar a França! F- r-a-n-ça? Balbuciámos nós.

Naquela altura já não usávamos o beliscão para comprovar se era sonho ou realidade o que estávamos a ouvir, mas quando o Novais repetiu a frase mágica e desta vez o mais sério possível, o Nicolau tratou logo de fazer um charrito colectivo para comemorar a notícia.

Entre duas passas e umas fartas gargalhadas, assim a raiar o alarvismo, lá fomos confirmando os considerandos da proposta, mas era ponto assente que a minha primeira vez  estava prestes a acontecer. Ficámos então a saber que íamos num autocarro de turismo com 2 condutores, para chegarmos o mais rápido possível e o destino seria Chamberry, em França.

Connosco iriam viajar os artistas, Maria de Lurdes Resende, Cecília Cardoso, Artur Garcia, além do rancho folclórico de Cambelas e alguns foliões que quiseram participar na minha primeira vez.

Chegou o dia da partida (para abreviar senão? )

A camioneta chegou de madrugada e lá carregámos os nossos tarecos nas bagageiras da dita cuja. Deixámos o Barreiro e fomos em direcção a Lisboa, à zona da Praça de Espanha, para “apanhar” os artistas acima citados. O Artur Garcia quando nos viu ficou assim pró enjoado, mas o pior estava para vir. (aguentem que vale a pena).

 De seguida fomos para a zona de Mafra “carregar” o rancho. Ehehehe.... (riso idiota) Quando lá chegámos, deviam de ser umas 9 horas da manhã, já aquele pessoal estava todo animado dançando na estrada e com os familiares a assistirem, mas com uma bagagem pessoal tamanha que, se fossemos de avião, teria ficado tudo em terra.

O Novais apressou-se a chamar os alegres companheiros de viagem que só entraram depois de entoarem uma caninha verde, 2 viras e um baile mandado.

O Artur Garcia, por sua vez, mostrava uma cara de preocupado que contrastava com o semblante alegre das suas colegas, mas a “coisa” aqueceu quando ele começou a contar os passageiros e a ver que cada um, trazia na mão um garrafanito de 5 litros com a “água” da região.

Encheu-se de brios e comentou logo bem alto “mas isto é a excursão do pica o olho, tira o dedo croquete? Estes gajos vêm carregados com água, até parece que em França não há água!

Resposta de um “dançarino”: Oh senhor cantor desta não há! Esta é água-tinta.

O Artur ficou a olhar para mim e diz-me “Olha lá pá, tu não me digas que estes garrafões são de vinho?” E eu muito sério respondi-lhe: Não!.... Alguns são de aguardente.

O Artur deixou-se cair no banco e amuou até Badajoz. Estes primeiros quilómetros foram feitos ao som dos acordeões e dos ferrinhos, acompanhados de uns copitos da região e de uns pastéis de bacalhau que, entretanto, já tinham saltado dos cestos de verga que povoavam o corredor da camioneta.

Eu nunca imaginei que Espanha fosse tão “grande”, pois levámos o dia todo a andar com paragens aqui e ali para a ”mijinha” da ordem e quando caiu a noite, ainda estávamos a atravessar Madrid.

O ambiente estava mais calmo agora e tirando um ressonar quase colectivo dos nossos companheiros do rancho, tudo estava a correr literalmente sobre rodas.

Ao meu lado o Paulo, meu companheiro de estrada de tantos anos, dormitava e eu aproveitei para fazer um estudo ao ambiente que me rodeava, como é meu hábito.

No banco da frente ia uma senhora que levava como companheiro de viagem o seu filhote, um puto dos seus 7 anos, do tipo “o que vê transmite”, a plenos pulmões. O miúdo tinha-me adoptado para as suas gracinhas e brincadeiras dentro da camioneta e apesar de, insistentemente, lhe dizer para falar baixinho, ele fazia precisamente o contrário.

Eu, de olhos semicerrados, conseguia perceber que ele espreitava por cima do banco, à espera que eu baixasse a guarda para se meter comigo. Entretanto e como não havia mais nada para fazer aquilo começou a tornar-se monótono.

Com a excitação da “minha primeira vez” não conseguia dormir, afinal estava em Espanha né? Deu-me a fome e ataquei ferozmente umas sandes de “Jamon de pata negra” que tinha comprado na última paragem.

O raio do Jamon estava salgado e naturalmente veio a sede. Procurei no meu saco e não tinha nada para beber! Optei então por dar umas cotoveladas “acidentais” ao Paulo, para ele acordar e perguntar-lhe se tinha alguma coisa que se bebesse, já que o grosso do meu farnel estava na bagageira da camioneta e como os motoristas eram assim a atirar para o estúpido, parar para eu ir à bagageira estava fora de questão.

Nesta altura o Paulo diz-me meio birrento, como era seu costume quando estava com sono... Eh pá tenho aí leite com chocolate serve-te.

Leite com chocolate? Argh....

Mas a sede era tanta que comecei a beberricar o pacotito. Não sei se era por ter a boca salgada ou fosse o que fosse, aconteceu que o pacotito do leite soube-me como nunca e com um pedido de desculpas ao Paulo, cravei-lhe um segundo pacote e ainda mais um terceiro.

Ele, só para que eu não o acordasse mais, agarrou no saco e pôs-mo em cima das pernas e disse-me: Serve-te, já te disse!

Se ele soubesse o que estava para vir, não me tinha feito aquela oferta!

Como não tinha mais nada para fazer, fui bebendo os pacotitos de leite com chocolate e ao fim do nono pacote lá me dei por saciado. Ajeitei então a gola do casacão e preparei-me para dormir.  Mas!....

De repente aquela mistura, das sandes de jamon e do leite com chocolate, começou a fazer um efeito devastador nos meus intestinos (atenção eu só vou falar deste assunto, por causa das pressões e chantagens que sofri para dizer a verdade, só a verdade e nada mais do que a verdade, senão saltava este capítulo).

Primeiro foi um concerto em Ré Bemol, Lá de Sétima e Dó de peito, que as minhas miudezas intestinais aprontaram e que o puto da frente logo se lembrou de amplificar, naquela sua vozinha maviosa:

”Aímmmm as suas tripas estão a fazer ganda barulho”.

Eu, ao ver o meu estômago inchar parecendo mais uma grávida aos 6 meses de gestação, depressa concluí, “gaita” acho que me vou borrar todo!

O puto maravilha, continuava a mirar-me com aqueles olhinhos impiedosos, enquanto eu me contorcia com dores de “barriga”.

Parar a camioneta em plena noite, estava fora de questão, a não ser que fosse uma emergência?

Mas que raio, esta situação era mesmo uma emergência, só que eu “morria” de vergonha só de pensar em pedir, àqueles sisudos motoristas, que parassem para eu me aliviar.

Então tive uma ideia que me custou duas caixas de chicletes, uma esferográfica de 4 cores e um porta-chaves com a fotografia do Pato Donald! Consegui convencer o puto a abrir as “goelas” e gritar que queria fazer “xixi”.

Ao fim do décimo grito com um QUERO FAZER XIXI, a mãe do petiz, lá se levantou e foi pedir ao motorista de serviço que parasse, mas ele argumentou com um: Minha senhora, nós estamos na auto-estrada e não posso parar aqui!

Mas esta resposta não foi nada que uma mãe ensonada e preocupada não resolvesse retorquindo: o Srº quer que o meu filho faça xixi no corredor do autocarro? Tudo bem!

Foi remédio santo, o motorista abriu o pisca e encostou na berma, com um aviso: Ele que se despache porque se a polícia me apanha espeta-me uma multa e olhe que os espanhóis não brincam em serviço.

Assim que a porta se abriu, entrou um frio de rachar que até fazia doer os ossos. Eu numa atitude cavalheiresca ofereci-me para ir com o puto à rua, quero dizer neste caso mais propriamente à berma da auto-estrada. A mãe agradeceu-me com um reparo: Por favor não lhe largue a mão. Pego apressadamente no puto ao colo e saio para a escuridão da estrada.

Ao pousar o miúdo disse-lhe: Vá agora despacha-te que eu vou fazer o mesmo! E o reguila virou-se para mim e ripostou: Mas oh senhor, eu não tenho vontade de fazer xixi!

E euL….: Sim, mas espera aí que eu tenho!

E dito isto baixei as calças com uma mão, enquanto com a outra segurava o “pestinha”.

Assim que me dobrei valha-me santa Bárbara, foi uma descarga de gases que o miúdo até emudeceu.

E surpresa das surpresas nada de fezes, só “metano”!...!! Ora esta? Então... só isto? Pensava eu!

Mas não tive tempo para pensar em mais nada porque um dos motoristas já vinha de lanterna na mão à nossa procura. Vesti as calças à pressa e aliviado entrei para a camioneta trocando um piscar de olho cúmplice com o meu pequeno chantagista salvador.

A camioneta retomou o caminho e a mãe, num tom repreensivo, disse ao filho, agora faz o favor  de dormir e não me incomodes mais! E com um “tá bem mãe” lá se sentou, mas continuou de olho em mim, por entre os dois bancos.

Então eu pensei “bem o mau tempo já passou” e ajeitei-me no banco para tentar dormir, mas qual quê? Começa a barriga a inchar novamente e eu em pânico tentei “aligeirar” a situação, pondo o rabiosque a jeito e fazendo descargas sucessivas de gazes que, depressa, empestaram a camioneta (isto é o que se chama uma conversa de M...).

O puto, por sua vez, começou a “farejar” qual perdigueiro e olhando para mim soletrava com um ar descarado muito baixinho, c-h-e-i-r-a  m-a-l.

Eu tentava pôr um ar o mais descontraído possível e acenava com a cabeça que não mas ele, sem demoras, fazia também com a sua cabecita que sim enquanto eu ia continuando a acenar que não. Isto foi o suficiente para eu aprender, que não se deve contrariar miúdos daquela “estirpe”, porque ele resolveu “abrir as goelas” e passou a gritar:

Cheira cheira, cheira muita mal, cheira cheira, cheira muita mal!

A cada bis, o “terrorista”, ia aumentando cada vez mais a potência do seu amplificador vocal, enquanto, com as mãos, ia batendo nas costas do banco incomodando a mãezinha e os passageiros que iam a dormitar.

Eu insistia, por mímica, que não senhor, mas perante a insistência dele e vendo que as pessoas estavam a acordar, disse-lhe baixinho: Olha, estás a ver este senhor aqui ao lado? Ele está doentinho da barriga mas não digas nada a ninguém e dando uma cotovelada ao Paulo disse, não é Paulo? O Paulo só para não me aturar, virou-se para o lado da janela ao mesmo tempo que dizia bem alto sim é verdade, é tudo verdade mas agora deixa-me dormir pá.

Bem a partir dali, e porque já havia um culpado para apontar, aumentei o “caudal” das descargas e realmente o ambiente era altamente insuportável, agora já toda a gente comentava baixinho. Toda a gente não, o “desnaturado” do puto não se calava e já apontava o dedo ao Paulo e dizia: É ele, é ele. Oh mãe, este senhor tá-se a peidar mãeeeeê!

O que vale é que o Paulo tem o sono pesado, eu apesar de tudo estava a sentir um gozo enorme naquilo tudo e mordia a língua para não me rir, o Artur Garcia, na altura visivelmente incomodado (esqueci-me de dizer que nós íamos ao meio da camioneta e o Artur ia no banco da frente logo atrás do motorista), levanta-se e diz com um ar solene e indignado: Oh meus senhores do rancho, vejam lá se controlam a tripa, porque o carro não tem janelas e isto está a tornar o ar irrespirável!

Ainda hoje não consigo perceber, porque é que o Artur achava que eram eles os culpados, mas enfim eu não estava em condições de olhar a meios para atingir os fins e lá continuei, paulatinamente, a tentar sobreviver àquela noite de “terror auto-gaseificante”.

A certa altura o Artur Garcia levantou-se do banco muito furioso e munido de dois sprays de desodorizante vazou-os literalmente na camioneta.

Não houve outra alternativa senão parar porque agora intoxicava, felizmente já tínhamos saído da auto-estrada.

E assim foi o resto da noite, até que pela manhã chegamos à fronteira da Espanha com a França.

Enquanto esperávamos na fila de acesso à zona alfandegária, alguns passageiros, aproveitando o facto da, porta estar aberta, saltaram para a rua e eu como era novato nestas andanças e estava fascinado porque nunca tinha estado tão longe de casa, saí também munido da minha Yaschica de 8mm e “desatei” a filmar à esquerda e à direita, tudo o que podia.

Até que, ao tentar focar a uns 50 metros um elemento da guarda civil espanhola, percebi que ele gesticulava furiosamente sem eu saber porquê.

De repente, vejo-o de apito na boca a soprar qual árbitro de futebol e a correr direito a mim!

Eu, à cautela, desligo a máquina e tento fugir para dentro da camioneta, mas já lá estavam dois outros guardas que vieram pelas traseiras.

Um deles arranca-me a máquina da mão e sem mais demoras tira o cartucho com o filme e, nas minhas “ventas”, parte o cartucho debaixo daquelas botifarras.

Queriam à viva força revistar-me a mala da máquina, mas eu num gesto de coragem, mostrei-lhes que os filmes estavam selados e eles num castelhano com basco á mistura passaram-me um correctivo, pois só mais tarde vim a saber que é proibido filmar nas fronteiras e ainda por cima, estávamos numa zona onde a ETA tinha feito um atentado uma semana antes.

Eu não sabia né?

Bem, meti o “rabinho” entre as pernas e lá voltei para dentro da camioneta, mas antes ainda glorifiquei bem alto, perante o ar incrédulo dos “guardias”, a padeira de Aljubarrota por ter enfardado nos antepassados daqueles gajos, à força toda.

Passámos a fronteira espanhola, andámos 30 metros e nova paragem. Agora era a fronteira de francesa.

Mais uma seca, pois estivemos na iminência de termos de voltar para trás.

Tudo porque o nosso passaporte era um especial colectivo, passado pelo consulado e havia 2 passageiros que estavam em situação ilegal, mas juro que não era eu.

Depois de muita conversa e alguns telefonemas do Luís Novais, a falar com os “Bosses” lá do burgo, em Portugal, a “coisa” ficou por uma caução de 200 contos, que deveríamos levantar na volta.

Fizemos uma “vaquinha” e lá se arranjou a massa, em escudos claro e seguimos viagem.

Já em terras francesas, a noite caiu com a excursão do pica o olho, tira o dedo do croquete (versão de Artur Garcia), algures numa zona dos Pirenéus. Não me perguntem qual, porque eu ainda estava debilitado da outra noite. Parámos numa povoação onde só havia um bar aberto e o pessoal aproveitou para comprar umas sandes feitas em “cacetes” tipicamente franceses, só que desta vez, já não houve leite para ninguém além do mais, eu estava com prisão de ventre (não esqueça este pormenor) e lá fomos rolando noite fora com os motoristas a revezarem-se e eu muito aconchegadinho na minha canadiana com o capuz enfiado pela cabeça abaixo.

Estava um frio de rachar dentro da camioneta e enquanto eu tentava adivinhar onde estávamos e quantos graus estariam na rua, apercebo-me que a camioneta parou. Mau! Então este “embirrantes” agora já param por tudo e por nada? Infelizmente foi mesmo por nada, porque aquelas “alimárias” deixaram acabar o gasóleo, algures numa zona dos Pirenéus e num lugar tipo fim do mundo, visto que era de noite. E agora? Se com a camioneta em andamento já estava um frio de rachar, imagine o leitor o que seria com ela parada?

ESTÁ A GOSTAR DESTAS PERIPÉCIAS?

Então vamos combinar uma coisa, vou esperar por alguns comentários dos meus queridos leitores. Se valerem a pena, eu acabo de contar o resto da aventura onde aconteceu de tudo um pouco e ainda mais do que possa imaginar… Ora mostre-me lá, que você é apreciador(a) de uma boa história verídica e logo para, a minha primeira vez.

CONTINUA…….

Por agora Tá dito? Mas não Tá feito aindaJ

Carlos Camarão (Mentor do projecto Companhia Limitada )

Sem comentários:

Enviar um comentário