Follow by Email

terça-feira, 7 de outubro de 2014

 DESABAFITOS DO MEIO  DA SEMANA

ANÁLISE SOBRE O NOVO PROGRAMA DO R.A.P DA TVI QUE POR MIM JÁ TEM UM R.I.P

pelo “Cornista “ CABÈ.

Ora então muito bom dia!
Para que os meus leitores tenham a certeza que eu não procuro só a minha promoção enquanto músico, aqui a vai a minha crónica opinativa sobre o novo programa do Ricardo Araújo Pereira na TVI.  È certo e sabido que eu não falo publicamente sobre o trabalho dos colegas, mas que eu saiba ele não é músico e como tal lá vai.
UMA BOSTA1
Mas não me admiro, sinceramente eu já esperava este mais do mesmo, admiro-me sim de ver a TVI entrar neste barco, mas convenhamos que nem tudo vai bem naquele reino e nem sequer me interessa saber se é ou não verdade que ele ganha 600€uros por minuto, primeiro porque não sou invejoso, segundo porque o dinheiro não é meu, que eu saiba claro, se isto fosse na RÊTÊPÊ  a conversa era outra, mas ele (TVI) é que sabem, ainda ontem o garboso Jornalista José Alberto Carvalho, puxava dos galões para dizer que foi o programa mais visto do dia e bla, bla, blá, eu fiquei seriamente preocupado e pensei: “Mau, estarei a perder as minhas faculdades humorísticas”? Mas não, tal como eu tive curiosidade de ver, há muitos tugas que se querem manter informados e foram ver porque criticar sem ver?
Alto e pára o baile!…
(esta tirada é defeito de profissão) Acredito que daqui a uma semana o  Zé Alberto só por uma mentirinha piedosa para não ficar mal no retrato vem dizer a mesma coisa. Mas enfim eu não lhe posso levar a mal porque o Zézito tem de defender o “tachito” e puxar  a brasa á sua sardinha.
Mas deixem-me que eu seja mais assertivo no que digo e volte à “vaca fria” em questão ao R.A.P.
Este rapaz é um esperto nesta Pátria sem Lei e sem rumo, só que há muito que não consigo achar que ele traga algo de novo no que diz respeito ao humor. Engraçado quando aqui há tempo eu vi uma reportagem feita, quando ele foi entrevistado pelo Jô  Soares  achei a mesma coisa, ou seja ele a dar se a ares de importante a comer pudins sem mastigar,com os espetadores a rirem-se á bruta, depois falei com uma amiga minha Brasileira que por tal sinal estava no público e que me disse que a “galera” riu à toa, pela figurinha ridícula que ele esteve a fazer. Ah! Agora entendi.
Mas aquilo é o circo?
Então vejam o grande César Mourão, quando lá foi, humilde, cauteloso porque sabe que o Jô é uma raposa velha esperta, bom no que faz e de humor percebe ele, mas na hora de mostrar serviço o César deu show … têm dúvidas? Então procurem no Youtube.
 Quando chamo esperto ao RAP é porque ele em vez de levar os seus quiçá ex-colegas do gato fedorento, foi buscar o Manuel Guilherme que é sem dúvida alguma, dos atores mais expressivos que eu conheço além da ser um polivalente que em gíria se pode dizer “pau para toda a obra”. Mas o que há de novo? Os “bonecos” são os mesmos, sempre com aquele sotaque nortenho na maioria da vezes e as piadas secas para intelectuais de café.. Aliás já mixórdia da temática que ele apresenta na RC é mais do mesmo, eu às vezes ouço porque tenho um rádio no WC que só apanha bem a Radio Comercial e quando ando com prisão de ventre eu aproveito para ouvir as piadolas que ele conta para os amigos e depois cago-me a rir literalmente.
Não quero dizer com isto que tudo o que ele faz é mau, o mau é estes garbosos filhos do 25 de Abril acharem que podem brincar com tudo, e depois desatam a dizer piadolas entre eles e fartam-se de rir. Só quando a coisa dá para o torto dizem ah e tal isto era brincar, não sabem aceitar uma piada?
Já o Joel Branco dizia num monólogo de um sketch que tinha por tema o “ponto no teatro” que antigamente os autores punham uma “porra” á entrada e uma “merda” à saída e o público adorava, mas que hoje a malta ri-se com qualquer “merda” e isso deixou de ter piada e também afastou o público do teatro de revista.
N.R: (Isto passou-se quando trabalhei com ele na Revista “E Viva o Velho” no Teatro de Variedades, como O Artur Garcia , Fernanda Batista, o encenador Carlos Mendonça, Leonel Sena, Diana, Mariete Pessanha ente outros. A propósito e a talhe de foice… A produtora Cristina(só digo este nome) ferrou me o cão em 1200 contos (6000 € ) mas enfim já passou, é só para me lembrar de não aceitar agora pagamentos a 30 dias com as entidades do estado.
Fiquei pasmado quando li um destes dias que o Herman tinha o RAP em grande consideração.. Desculpa Herman! Tu para mim continuas a ser o Rei, temos a mesma idade, mas eu cresci a rir e a colecionar os teus personagens, digo te ainda mais tenho na minha mesa-de-cabeceira 2 livros a Bíblia e a tua Biografia HERMAN o verdadeiro artista  e acredita companheiro que não estou a mentir nem a ironizar. (ver as fotos )
Já te vi 2 vezes ao vivo na tua versão humilde e adorei ri e aplaudi tanto que chamei a atenção das pessoas que estavam á minha volta. Onde??? Na FATACIL no Verão de 2013 por exemplo.
Mas por favor não me venhas com tretas, lembra-te que tu agora já não és cínico ok?
Tu não!
Eu sei, eu sei que a “gente” já estamos naquela fase de sermos uns maricas sentimentais, mas porra pá, não me faças arrepender de ter na minha mesa de cabeceira ok? Deixa te lá disso e enaltece o Monchique, a Ruef, a Ana Bola o Manel, entre tantos outros, que te ajudaram  a teres sucesso nos teus programas. O problema foi que tu a uma determinada altura   aburguesaste-te e depois lixaste tudo, tu és um artista do povo e “mai nada”.
Mas porque carga de água que eu quero falar de uma coisa e acabo noutra? Uffff até estou cansado…
Mas caros leitores não pensem que eu tirei o dia para zurzir no RAP além do mais até acredito que ele se esteja nas tintas para mim, mas eu não estou para ele, não quero que ele seja mais um a embrutecer-me.
Ver o Passo Coelho a dizer mais do mesmo ou seja nada durante hora e meia e depois levar com o humor satírico do RAP mas de qualidade duvidosa e que eu esperava ser um digestivo para a noite, foi demais, tanto que assim é que tive de recorrer a um xiripti de Bayley  e  arrematar com um  chazinho de lúcia Lima. 
Em suma!
Se eu disser que o programa não presta também estou a ser mauzinho, não me move nada contra o RAP, ele está num canal independente como tal se eles querem estoirar as massas desta forma é com eles, e admito que o RAP é um bom ator, com “bonecos” muito bem feitos e piadas giras, mas neste caso não.
 Daí o meu desencanto!
Espero que ele consiga dar a volta de outra maneira, porque depois de um jornal que é só desgraças sabia bem dar umas risadas e porque não umas sonoras gargalhadas para terminar o dia, mas para já RAP, tens o meu sorriso mais cínico que eu possa expor, os mesmos que essa maltinha que se ri de ti e não contigo, põem para te serem agradáveis, mas claro isto sou eu que sou estúpido, não tenho senso de humor e não sei escrever piadolas.
Tens razão meu amigo não sei por isso não tenho programas na TV, mas já agora só meramente a título informativo… Ainda andavas a saltar de colhão para colhão, já eu escrevia textos para comédia, ensaiava artistas amadores depois de um dia de trabalho, compunha músicas inéditas para revistas populares, representava etc etc etc… èh pá desculpa lá se eu agora me enchi de brios e parece que te estou a quere4r roubar o protagonismo, mas se fores humilde antes de me mandares “cadamãe” ás costas, aceita a minha opinião.
Porque é que nunca ouviste falar de mim?  Porque não nasci com o cu virado para a lua como tu, depois não tive a TV por detrás e o meu tempo passou, mas para tu veres que eu não sou um má-língua se tiveres aflito, mas mesmo muito aflito dá cá uma apitadela ao “je” que eu se tiver tempo rabisco qualquer coisa para tu fazeres.
E tens razão!
Melhor que falecer é o teu programa, mas para eu não piorar dos nervos tenho bom remédio não vejo …Sê feliz tudo de bom para ti e não te abespinhes comigo porque continuo a ser um admirador teu mas desta vez o RATO PARIU UMA MONTANHA.
Tá dito? Tá feito!

    
HÁ SEGUNDA FALO EU!

“A importância de um abraço”

Pois é amigos e companheiros de luta, cá continuo neste pedaço de paraíso abençoado por Deus que se chama Ferragudo. Já o referenciei várias vezes ao longo de mais de 20 anos em que resolvi tornar esta vila piscatória a minha segunda casa. Depois de vários meses de pressão e stress inerente á minha profissão um pouco por culpa deste feitio de não gostar de deixar os meus créditos por mãos alheias e não facilitar nem quando as “batalhas” possam parecer de menor importância, eu deixo de estar em estado de alerta. Com a chegada de Setembro e quem já trabalhou comigo, sabe que é o Mês da reflexão, do balanço e porque não “lamber as feridas” e tratar das mazelas do corpo e da alma, acima de tudo procurar uma razão para a continuidade, neste País que cada vez mais é tão negro para quem pretende levar uma vida honesta e de trabalho. Os pulhas, chulos, ladrões e vigaristas que sobretudo se encontram ao mais alto nível na classe politica, continuam a seu bel-prazer a dominar e a endrominar o povo e a tudo o povo continua a dizer que sim. Mas ainda não é hoje que eu quero desabafar sobre o desprezo social em que, a classe trabalhadora Portuguesa se encontra, prefiro falar, ou opinar sobre a importância de um abraço.
Pois ontem, a tarde de Domingo, na TV generalista tinha mais do mesmo, a ladainha da banha da cobra na SIC e na TVI durante 6 horas, com apontamentos musicais, em que salvo algumas exceções continuam a primar pela mediocridade, mas só come quem quer e por aqui me fico. Por sua vez em Portimão junto ao rio, a RTP montou um estúdio móvel para fazer o programa O Preço Certo ao vivo. O cenário já estava montado há uns 4 ou 5 dias e pelo o aparato, deve de ter custado um “balúrdio”, mas quero acreditar que a RTP deve de ter contrapartidas financeira, porque se a ideia era só combater a SIC e a TVI na noite de ontem, duvido que o tenham conseguido, no entanto, não deixo de reconhecer que o Fernando Mendes é um ator e entertainer de mão cheia e que merece o sucesso que tem pois vale o que pesa literalmente. Ontem numa rápida espreitadela ao programa, ao vê-lo cada vez mais anafado lembrei-me do seu Pai, o grande ator Vítor Mendes e tive um flashback, de um espetáculo em que participei na S.D.U.B. os “Franceses” no Barreiro, com o seu Pai onde ele teve sérias dificuldades para subir as escadas que iam dos camarins por debaixo do palco até ao mesmo e entrar em cena atempadamente. Ainda o ajudei uma vez ou outra, enquanto ele subia com uma mão na parede que servia de corrimão e a outra limpava o suor com um lenço. Acho que o Fernando Mendes está a brincar com o fogo a engordar daquela maneira, mas?
Desculpem se me estou a desviar, mas a minha vida tem sido tão preenchida com um pouco de tudo que, dificilmente consigo escrever sobre um determinado assunto sem me desviar do verdadeiro móbil porque comecei a escrever este desabafo. Mas como continuo a entender que o que vou escrevendo são desabafos, que não pretendo comercializar, logo não estou preocupado com as audiências, por isso é caso para dizer siga a dança, só lê quem quer.
O que me prendia a atenção na noite de ontem era a segunda edição do Factor X! Ah pensavam que era a dança com as estrelas da TVI? Népias, decididamente estou a deixar de achar qualquer piada à Cristina Ferreira, mas prefiro não me alongar por agora e depois no bocadinho que vi não consigo perceber quando o David Carreira, vai dançar com o seu par e uma voz em off anuncia, David Carreira dança Rumba! Continuo sem perceber porque carga de água a música da Whitney Houston, I will always love you na sua versão original é apodada de rumba??? Estou a falar a sério mesmo. Ela pode ser tocada em Rumba e era isso que eu esperava, mas não foi, era a versão original que depois com o peitoral do David, os fumos e a música resultou muito bem sem dúvida, ele tem muito jeito e não estou a ironizar, mas alguém me explique o que é que aquilo tem a ver com a Rumba??? E atenção não me chamem estúpido ok? Eu só estou a tentar perceber. Eram os passos que fizeram? Não sei mas se alguém me quiser elucidar eu agradeço e pronto. Ah e depois a Alexandra Lencastre que por tal sinal, é uma excelente atriz mas que não percebe um cu do que está a ajuizar, sempre com aquele ar de quem sabe do que está a falar e a meter os pés pelas mãos, em vez de falar sobre a performance dos concorrentes, desata a fazer comentários sobre a Withney Houston e a música sempre com o seu ar dengoso e quiçá rebarbado, mas que não diz nada de jeito a não ser dar a entender que preciso de um homem urgentemente… Não gosto Alexandra, desculpe mas para se pavonear já lá está a Tininha, por favor não faça isso se não sabe do que fala sorria e diga muito bem, gostei, são os maiores mas não se exponha tanto já chega ok?  Você apesar da idade ainda tem aqueles olhos (ou serão lentes de contacto) e o sorriso lindo dos tempos da Rua Sésamo, ok, ok está super produzida dirão as invejosas, mas não precisa de querer bancar a Teenager desinibida, as “ladys” não fazem isso, pelo menos às claras.
E pronto lá estou eu a desviar-me outra vez do que realmente quero falar.
O FACTOR X segunda temporada.
È incrível, como aquele pessoal tem pachorra para passar horas e horas numa fila interminável, para conseguir aparecer na TV. Certo que passam por lá grandes talentos sem dúvida e foi por isso mesmo que eu preferi ver o Factor X ás gargalhadas baratas da Tininha que se ri com qualquer merda, ou com o Preço Certo do Nando  Mendes. Na minha opinião, Está um bocado confuso, porque os concorrentes que aparecem a serem maquilhados já a “gente” sabe que vão passar a outra fase, a piada para mim estava na surpresa, no ar convencido das pseudo vedetas que lá  vão, tipo “chegou e disse tirou o chapéu e foi-se” e depois quando são confrontados com a realidade que afinal que os vivas e olés que levaram nos Karaokes, ou nos anos de alguém da família, não correspondem à realidade ficam com  um ar incrédulo como se  fosse tudo uma mentira, uma calúnia a avaliação e saem revoltados, uns a dizer cobras e lagartos dos jurados, outros que sem perder a pose rematam como a fábula da raposa, “Ah estão verdes não prestam”.
Bem sei, bem sei e sempre o disse que estes programas são feitos para caçar audiências e não talentos como eles referem, é certo que aparecem grandes talentos sem dúvida, mas e depois?
Será que é preciso relembrar onde estão todos os outros que passaram pelos ídolos, Chuva de Estrelas, The Voice, Operação Triunfo, Rising Star, etc etc… onde lhes prometeram mundos e fundos o que é eles fazem hoje? Mais?
Então basta ver que a SIC e a TVI há mais de um ano têm 2 programas ao Domingo a preencherem as tardes durante 6 horas e que podiam convidar musicalmente também alguns concorrentes super talentosos que têm por lá passado, para dar a conhecer ao País com mais frequência, porque afinal não basta ter passado num concurso mesmo que tenha ficado algumas sessões, são tantos e tantos concursos ao messo tempo que não se consegue fixar quem é quem. Dava para todas as semanas terem sempre caras novas e melhor com muita qualidade, mas das poucas vezes que tenho visto, é sempre mais do mesmo e vai de mal a pior e isto acontece porquê? Porque as pequenas editoras na tentativa de poderem sobreviver, movem céus e montanhas para colocar lá os artistas a quem eles cobraram o couro e cabelo com promessas de promoções e agora ou vai ou racha e espetam com eles a cantar de borla em qualquer ponto do País e a maior parte das vezes, são os próprios artistas que têm de custear as suas despesas de deslocação. Por mim passo!
Não quero ser derrotista, e acho muito bem e até louvo a pachorra deste pessoal que se sujeita, mas se fosse mais novo, preferia apostar mais na formação, não é por serem cantores de karaoke como ontem aquele senhor de idade dizia que era, que depois achamos que é tudo rosas. Não são os amigos e familiares que nos dizem que o Mundo é nosso que nos faz melhores artistas, ou mudam a nossa vida para o sucesso, é preciso dar continuidade e isso tem custos muito altos. A quem tenha dinheiro e compre o sucesso mais rapidamente e o que não falta para aí são exemplos às carradas, outros servem-se de artimanhas para chegarem lá, mas nunca passarão de ídolos de pés de barro, não têm estofo, não têm o tal factor X que afinal é ser diferente sem ser ridículo e ser na verdade bom… A primeira temporada do Facto X da SIC, trouxe-nos o D8, o José Freitas e devolveu o Berg á sua dimensão, mas ainda está tudo muito fresco, vamos ver quanto tempo dura, no entanto temos no D8 um caso sério na sua área, o José Freitas com uma voz de um entertainer a nível Mundial e um Berg que sempre foi muito bom, mas não temos País para tanta miséria Franciscana e essa treta dos Fans, é conversa de chacha… Fans?
Onde estão os fans das Spice Girls? Take That? Backstreet Boys? Etc… Não há fans, há modas e como todas as modas, é tudo uma questão de tempo até passarem à História. Na música é preciso reinventarmo-nos constantemente, senão perdemos o comboio, e quem o quer fazer de forma honesta, acaba desgastado e muitas das vezes só, depois vem as depressões, os desalentos, o baixar os braços e sabem porque é que isto acontece? Por causa dos Fans, onde se incluem os pais, os irmãos, os primos, os tios, os namorados, os amantes e os amigos da onça, de Peniche e da Petrarca, que nos massajaram o ego até mais não mas que depois nos deixam cair até batermos fundo. Tudo está na educação, tal como nascemos se formos bem-educados, bem treinados e tivermos um pouco de tudo mas Q.b., mais tarde estamos com certeza preparados para os trambolhões que a vida nos faz dar, se pelo contrário tivermos tudo de bandeja, nunca seremos verdadeiramente felizes, não sabemos respeitar e dar-nos ao respeito e quando por um acaso da vida a dita nos troca as voltas, vamo-nos abaixo e deixamos de viver para vegetar até ao fim dos nossos dias. Sabem que eu em 46 anos de carreira de músico, os meus pais, a minha família mais chegada, os meus amigos nunca em tempo algum me disseram és bom naquilo que fazes, sabem o que custa estar em casa dos Pais tocar ao lado de familiares e nunca ter recebido um elogio, pelo esforço e dedicação do meu trabalho, aceitarem tudo como se fosse uma coisa tipo não fazes mais que o teu dever? Houve vezes que me apetecia revoltar e dizer “ merda que é que vocês querem que eu faça mais”? Mas sabem de uma coisa? Talvez esteja aí a razão de eu ao caminha para os meus 47 anos de carreira interrupta graças a Deus, continuar com vontade de lutar, continuar a puxar pelos meus colegas, dar a valor a quem o tem, ajudar quem precisa mesmo levando coices de seguida ou sofrer desilusões, não invejar a vida de ninguém, continuar a subir ao palco como se fosse a primeira vez e voltar a ter sempre a mesma sensação do dever cumprido, quer toque num bar para meia dúzia de pessoas, quer toque em espaços enormes para largas centenas. Talvez o facto de nunca ter tido ninguém que me pusesse a mão por baixo, me tenha feito um guerreiro, que tantos anos depois consegue perceber que nem tudo o que luz é ouro, que nem todos os elogios são verdadeiros, que se quero vencer tenho de ir á luta, mas uma luta onde eu saiba que posso vencer, não as que estes concursos de caça talentos prometem. Até pode ser que sim, mas é uma hipótese num milhão e são mais as desilusões do que as verdadeiras vitórias, por isso prefiro este caminho que escolhi, devagar mas seguro. A única coisa que eu preciso mesmo é de saúde e de UM ABRAÇO AMIGO!
De resto? Siga a dança!

Tá dito? Tá feito!  
HÁ SEGUNDA FALO EU!

Se eu dissesse que nunca falei mal de ninguém, iriam achar que eu mentia e era tempo perdido porque possivelmente ninguém acreditava, mas ainda assim o dizer mal na minha opinião é fazer uma crítica destrutiva e por aí, tenham paciência, porque isso eu não faço e quem acredita, acredita, quem não acredita, leia o resto.
Isto para dizer que tudo vai mal nesta Pátria de espertos e não há cu que aguente tanta miséria Franciscana.
Do governo nem vale a pena mais conversa, da seleção de futebol outra desilusão, do Verão, oh my God, o Mundo está um caos, mas para me manter informado e ter voto na matéria que me levou a falar à Segunda - Feira, ontem fui dar uma vista de olhos pela TV mas nos canais generalistas. Não sou hipócrita para dizer que não sabia o que me esperava, só que para poder manifestar o meu ponto de vista, preciso de estar informado, comecei pela RTP 1 e nada de novo, saltei para a SIC e SURPRISE! Não sabia que o BIG SHOW SIC VOLTOU À ANTENA!... Eu sei que a SIC há muito que anda a reboque da TVI, digo mais há muito que a SIC é uma montra de vaidades fúteis onde se fazem programas para os amigos e aquelas sondagens que às vezes aparecem, com resultados, para mim é uma anedota completa pois quase que aposto que não correspondem á verdade, mas adiante.
Um ano depois de a TVI ter arranjado aquela xaropada de Domingo á tarde, que na minha opinião foi muito bem bolada, porque tem lá os artistas a cantarem de borla, preenchem a tarde toda e moem a paciência às pessoas com a venda da banha da cobra, a SIC lá se juntou á moda.
Eu respeito os profissionais que lá estão, porque eu também quando subo ao palco, muitas vezes toco coisas que não gosto de maneira alguma, chego até a sentir-me ridículo a tocar, mas porra se me pagam para isso eu só tenho 2 hipóteses ou toco ou fico em casa certo? Ok!
Gosto do Eiró, do Manuel, e até da Jardim, acho que eles têm sentido de oportunidade, depois mostram tradições de terras que a “gente” ouve falar mas desconhecia, logo a ideia para a TVI é altamente rentável. Só que a SIC, que está cheia de criativos 1 ano depois é que se lembrou que a ideia também servia para o canal e foram a reboque sem pingo de vergonha.
Mas como sempre começaram por serem criativos logo no título, depois foram buscar o bombeiro de serviço á prateleira, refiro-me ao Figueiras que é um excelente profissional mas não tem a lata nem o carisma do Eiró, nem a Rita a piada do Manuel, porque de resto o formato é mais do mesmo e o povo lá saiu á rua porque há sempre uma hipótese de terem 2 segundos de fama, a crise também ajuda muito porque ali é tudo de borla e povo vai e povo enche a pá com a lenga-lenga do telefone, telefone e telefone, a mesma cega regra horas a fio, sempre a lembrar que estamos literalmente na merda, por causa da classe politica e dos ladrões que continuam impunemente a viver à grande e à Portuguesa. (entenda-se corrupção).
Mas tudo bem só come quem não tem TV por cabo e só liga quem quer, porque quem não arrisca não petisca.
Mas ontem fiquei surpreendido com o BIG SHOW SIC, eu já sabia que o Baião se tinha pirado para a SIC e fez muito bem, cada um sabe de si, instalou-se com a Júlia num programa ao Sábado que sinceramente ainda não percebi quem é quem e o fio condutor do programa, mas isso é porque eu sou estúpido que nem uma porta, depois há uns Domingos atrás percebi que o Figueiras e a Rita mais uma vez levaram um chega para la e porquê, eles estavam mal?
Não tinha entendido mas ontem percebi, é porque os crânios da SIC pensam que basta agarrar no Baião e mete-lo aos pulinhos e mandar beijinhos que roubam as audiências à TVI? Não tarda muito vai também instalar casas de banho portáteis porque já faltou mais para o J.B começar a mandar a Dona Maria e o senhor Zé fazer xixi, porque depois do que vi, é um de já vú pela certa.
Ontem a conversa e os tiques são os mesmos de sempre, mas se é disto que o Povo gosta o Povo tem e mais nada.
Mas o que me incomodou bastante foi ver a palhaçada que ele faz mais as popozudas todas atras dele em cima do palco.
Oh João Baião eu acho te um artista de primeira água, és um bom comunicador, porque és sui generis, mas pela tua rica saúde nunca mais passes á frente dos artistas a fazeres comboios com as "meninas" quando eles estão a atuar, nem faças do palco a tua sala de baile, tens de te lembrar que os artistas vão á borla ao contrario de ti e se tu te poes com mariquices a tapar os 3 minutos de fama que eles têm direito então porra mais vale fazeres tudo sozinho.
És o ator principal ok, mas não queiras ser omnipresente, além do mais neste cantinho á beira-mar plantado nem todos somos parolos e levares as popozudas para alguns camones se babarem tb já foi chão que deu uvas, e nem “aquilo” é a Maria Vitória... Solta la a franga mas não abuses senão estás na prateleira não tarda muito vai por mim, olha que o que é demais enjoa.
?
Não acredito que a SIC, venha a ter mais audiências por terem trocado os pivôs, depois sem dúvida alguma que é uma versão do BIG SHOW SIC mas em formato itinerante, ontem até arranjaram 3 júris para descobrir novos talentos como antigo Big Show, agora já há sorteio onde se oferecem, eletrodomésticos mas afinal o que é isto?
Olha não contes comigo nem com a malta aqui em casa, gosto muito de ti mas não tenho pachorra para a ladainha do ligue ligue, sei que és um bom profissional, e que tens um coração de ouro, mas aceita lá um conselho de um gajo que ainda andavas com o ranhito no nariz na escola primaria e já eu dava o corpo ao manifesto nos palcos de Portugal.
Sê popular, mas não sejas popularucho ok?
Muito obrigado e até um destes dias.
Saravá Tingolé pra cê aqui do Cornista Cabé

Nota: Cornista porque sou enxertado em corno de cabra. 
DESABAFOS DE DOMINGO 18/5/2014

QUALQUER  COISA  P´RA VELHADA!

Pelo “Cornista” social CABÉ

Fico piúrço, quando de quando em vez alguém se abeira do palco e me diz: “Oh amigo toque aí qualquer coisa para velhada”.
Há duas interpretações para esta frase que me revolta e que raramente fica sem resposta. A primeira é quando o tal “velhote” me aborda e me pretende tocar no coração, usando a máscara da comiseração, do tipo tenha pena que eu já sou velho, e a outra é quando o “velhote” presunçoso se acha no direito de achincalhar quem está a trabalhar.
Normalmente o primeiro tem uma resposta educada da minha parte, mas o segundo fica a segundos de o mandar chatear os tomates do padre Inácio.
Desde miúdo que sempre respeitei as pessoas de mais idade, na certeza que estava a contribuir para quando um dia chegasse a minha altura este sentimento já estivesse mais enraizado e o Mundo fosse melhor, mas se hoje a juventude parece não saber o que é isso, também não é menos verdade que as pessoas que nunca prestaram como seres humanos, isto socialmente falando, quando ficam mais “velhos” tornam-se uns refinados filhos da puta e julgam que a idade lhes dá o direito de falarem de qualquer maneira.
Ao longo dos meus 46 anos de músico tenho observado tantas vezes figuras tão tristes que me pergunto se hoje que já entrei na terceira idade como diz a Sónia e a minha Ligia, eu me iria transformar naquelas pessoas que eu hoje condeno aqui no meu desabafo.
E digo iria, porque tenho a certeza que no meu perfeito juízo isso não irá acontecer, e reparem isto não é só para os homens, as mulheres são a mesma coisa, muitas perderam a vergonha, algumas levaram uma vida de submissão, mas ou porque ficam viúvas ou divorciadas, salta-lhes a franga e é cada tiro cada melro, esquecem os filhos a família os bons costumes e é vê-las todas galinhas emproadas a fazerem charme descaradamente, chegando ao ridículo da violência física e verbal tudo por causa do macho que ás vezes nem com Viagra já lá vai. Claro que não há regra sem execepcção.
Mas o macho qual galo de capoeira, fica com as penas todas eriçadas porque tem ali duas carcaças velhas a disputarem-no… Isto amigos eu tenho visto muitas vezes, uma das minhas funções quando estou no palco é precisamente observar a reação do público, para poder passar á música seguinte e como é óbvio como estou num lugar privilegiado de observação muitas destas coisas não me escapam.
Mas tudo bem se as pessoas acham que são felizes assim, desde que gostem e respeitem o meu trabalho, cada um sabe de si, mas quando o macho latino já perdeu a pedalada e se chega ao pé de mim e quase me espeta o dedo na cara enquanto me interroga.”Oh amigo e para velhada não há nada”???
MAS QUAL VELHADA?? 
E o mais triste, é que este “não há nada pra velhada” é vira o disco e toca o mesmo, ou quer um tango, ou uma valsa, ou um passo doble, agora também já pedem um corridinho lolllll, mas nós nesses bailes da “velhada” como ele diz,  tocamos sempre que percebemos que vale a pena, mas e todas as outras músicas que já tocamos e que toda a gente dançou, se divertiu e pedem bis foi para quem???
A qualidade do nosso trabalho fica em causa porque não tocamos logo uma valsa, o tango ou o passo doble?
Então o esforço que fazemos por tocarmos música de qualidade variada é posta em causa porque não tocamos na altura que o “freguês” queria as músicas que ele considera “pra velhada”, mas o “freguês” fala por ele ou pelo coletivo?
È que eu não vejo mais ninguém a reclamar, mas o esperto do pedaço acha-se no direito de vir impor junto de músicos profissionais, a sua pseudo autoridade. È nessa altura que eu penso: 
Fonix há 46 anos que a ferida dura, e nada mudou.
Foi por pessoas destas que o Salazar lixou o povo tantos anos, que morreram milhares na guerra colonial, que depois do 25 de Abril continuamos a ser roubados por estes canalhas filhos da puta que se intitulam políticos, e ano após ano nada muda, porque estas pessoas que deviam de ser bandeiras de liberdade para os jovens, preferem fingir que não se passa nada e voltam a votar nos mesmos, mesmo sabendo que vão continuar a serem tratados como lixo e continuam a babarem-se com as paneleirices do Portas por exemplo. Até as peixeiras em vez de lhe darem com um chícharo do alto no focinho, dão beijinhos e vivas mesmo sabendo que nada de bom vem daquela gentalha.
Ao fim de tantos anos os “velhos” tinham a obrigação de agitar as massas de passar a sua experiência de uma vida de trabalho e desilusão aos mais novos para os manter em estado de alerta permanente, para muitos que sempre lhes faltou coragem quando eram novos, hoje que são “velhos” que deviam de perceber que nada têm mais a perder e dar o exemplo, agirem e dizerem basta, chega de tango, de passo doble ou valsa, que no fundo é sempre o mesmo fado.
Mas não, habituaram-se a ser uns submissos toda a vida, uns acomodados e hoje refugiam-se na velhice para alternar entre a comiseração por eles próprios ou a maldade refinada e em vez de quererem dançar outros ritmos e mostrar que ser “velho” não é ser coitadinho, não senhor, toda a vida dançaram sempre a mesma merda e querem que os “outros” que tem essa coragem de mudar fiquem pelo velhinho Tango, passo doble, ou valsa… è bom? Claro, mas há mais ritmos.
Há que nos adaptarmos aos tempos que correm e estarmos atentos. Se assim não fosse, como é que acham que eu ao fim de 46 anos ainda tenho um grupo musical de referencia??
Sabem porquê??? Querem mesmo saber? Então lá vai!
Porque eu tive coragem de mudar, e em vez de querer continuar a tocar o mesmo tango e o passo doble e a valsa, eu fui beber a inspiração nos mais novos e em vez de me pôr em bicos de pés e dizer “  já trabalhei, agora quem quiser que trabalhe e não me venham com modernismos”, eu não quis ser mais um acomodado.
Em vez de pensar que tinha de ser á minha maneira e ficar num orgulhosamente só, eu juntei-me aos mais novos, emprestei-lhes a minha experiencia e o talento que Deus me deu e aos poucos tenho vindo a construir um projeto diferente para melhor, não fui zurzir nos que ainda tocam so tangos e valsas e passo dobles, preferi aprender outros ritmos, outras músicas, outras tecnologias e enquanto Deus me der vida e saúde vou teimando.
Em suma recusei-me a baixar os braços.. tive a clarividência de perceber que em vez de me juntar á brigada do reumático e achar que a antiguidade é um posto que não me dá direitos de porra alguma, eu juntei-me aos jovens, bons jovens diga-se, acreditando que iria evitar que andassem á deriva e ensinei-lhes tudo o que aprendi, deduzi ainda que se continuasse com a malta que me acompanhou durante 30 anos já não ia  muito longe, nem sei se chego lá, porque quem me conhece sabe que eu não corro atrás de quimeras e não me iludo, não sei se estarei certo, mas pelo menos sou feliz.
Os “velhos” do Restelo,  têm de perceber que há mais Mundo para além da porra de um passo doble, que há mais vida que dançar o mesmo tango e que se consegue melhor vida do que se sujeitar a um compasso binário de uma qualquer valsa.
Quando alguém acha que algumas músicas que têm coreografias e que fazem as delicias da maioria das pessoas, só serve para fazer ginástica, e que era melhor o velhinho tango, não se iluda, porque os ginásios estão cheios de pessoas que se negam a entregar os pontos de mão beijada, lá “velhinhos” paga-se muito bem por uma aula de Zumba, ou fazer exercício ao som de um bom Merengue, ou um cardio benéfico de uma Salsa por exemplo.
Com os outros colegas não sei mas com os Companhia Limitada tem tudo isto e de BORLA, além do tanguinho, da valsa e do passo doble claro, mas não é quando o “velhinho “ quer é quando os profissionais que estão em cima do palco entenderem, porque este é o seu trabalho, agora cabe ao “velhinho” decidir se quer que tenham respeito por si, ou pena de si? E quando um dia disser aquela maldita frase “ E p’ra velhada não há nada? “ olhe para o lado e veja que não está sozinho, que normalmente há largas dezenas de pessoas que se estão a divertir, nessa altura peça com respeito e será atendido, espere pela sua vez. tal e qual como é obrigado a fazer quando vai ao centro de saúde medir a tensão, tal e qual como tem de pagar a porra do IMI, do IRS etc…  espera e não pia, aí não faz fitas porque senão, ainda o metem num hospício qualquer sem direto a visita..
É amigo “velhinho” os jovens de hoje, são arrogantes, malcriados e intolerantes esquecem-se que a vida é uma passagem e que não valem um “peido”, com um bocado de sorte quem sabe ainda podem chegar a “velhinhos” mas não queira que eles depois continuem com a mesma lenga lenga
“ E P’RA VELHADA NÃO HÁ NADA?”
 Viva e tente ser feliz.
TÁ DITO? TÁ FEITO!
Cabé

Nr: Cornista social porque sou enxertado e corno de cabra.           

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

"TOU FARTO DE P.U.T.A.S" (Desabafos 15 )


Pronto foi desta que o Carlos Camarão gripou o rolamento de encosto e agora só com uma embraiagem nova! Será da P.D.I.?

E será que o amigo(a) leitor(a) teve este pensamento ao ler o “títalo” que eu escolhi para o meu desabafos 15?...

Deixe-me então explicar o contexto desta minha afirmação que deu o mote para um novo desabafo.

Mas primeiro a explicação sobre designação da sigla, para evitar confusões, ou outros pensamentos pecaminosos sobre a minha pessoa.

P.U.T.A.S. = P(essoas) de U(tilidade) T(emporária) para A(ssuntos) S(ociais).

São de uma estirpe pandémica em contínuo movimento, tipo ratazanas de esgoto que proliferam às centenas em cada dia que passa. Fazem de tudo um pouco, para aparecer e serem faladas. A luta pela sobrevivência desta “gentalha” é um vale tudo: “É o diz que diz, entre um não disse nada, em que o ontem já se foi e o hoje deixa lá ver, porque é urgente “magicar” o amanhã”.

As P.U.T.A.S. em questão, não podem de forma alguma e salvo melhor opinião, serem conotadas com a classe das Alpinistas Sociais, porque “essas” primeiro arranjam uma “griffe”, que pode até ser da “treta” e mesmo que não tenham um cêntimo para mandar cantar um cego, sabem manter as aparências.

Mas ainda não é hoje que eu me debruço sobre esta classe de renome Mundial e de muita utilidade pública como deve de calcular.

Estas P.U.T.A.S. a que me reporto possuem um radar com tecnologia de ponta de última geração, que lhes permite detetar um otário a meses de distância, são calculistas, frias e insensíveis á dor e ao toque.

São como o bacalhau, servem-se de 1001 maneiras.

Podem ser apalpadas, fornicadas, estropiadas, usadas vezes sem conta, que depois de lavadinhas e enxutas, ficam prontas a partir para uma nova missão.

Estão sempre em estado de alerta, atacam em grupo, mas na hora do engate é cada uma por si e Santo Panasca padroeiro das P.U.T.A.S. e bichas-solitárias, por todas.

Têm um período de incubação de 6 meses, onde aproveitam para fazer as respetivas retificações plásticas ao corpo, com o intuito de tapar as mazelas das “guerras” que as vitimaram, no Verão anterior.

Fazem também workshops intensivos, com direito a diploma e carta de recomendação.

Algumas delas, as mais bem-sucedidas, fazem Mestrados e Doutoramentos nos Estados Unidos, França, ou Inglaterra, são as chamadas P.U.T.A.S. finas, que depois passam a dar formação e assim se vai repetindo o ciclo, daí que a tendência que se vislumbra, é para que este País continue a ser um paraíso “pro” putedo.

Este homem é um poço de cultura! Dirá o meu querido(a) leitor(a).

Mas não é tanto assim, direi antes que sou um cidadão informado com algum calo no dito cujo e o que me faz falar é a indignação de saber que estas P.U.T.A.S. muitas das vezes são confundidas com a classe de prostitutas profissionais que eu conheci.

NÃO TÊM NADA A VER!... MAS NADA MESMO!

Agora chega o momento em que os críticos dos meus blogs já esfregam as mãos de contentes e comentam: Ah! Ah! Afinal o “gajo”, para ter tanto conhecimento, também vai às P.U.T.A.S.

Porra! Não acabei de escrever que não podem ser confundidas?

A prostituta, está perfeitamente identificada nas classes, de rua, da esquina, do pinhal, do bordel comunitário, dos apartamentos secretos, etc.

E a “essas” até aos dias de hoje, eu nunca fui. Isto falicamente falando!

Porque houve um período da minha vida, em que cheguei a trabalhar de perto com algumas prostitutas profissionais, que me deram uma visão da vida, na juventude, que me serviu para manter um são equilíbrio, pese embora o facto de ter fumado uns cigarritos para rir e ter apanhado umas “laikas”, que me fizeram ocasionalmente pisar o redline, mas nunca me deixaram pôr em perigo a minha sanidade mental.

Mas agora perguntarão vocês, foram colegas de trabalho onde?

Bem!

Comecei a tocar com 16 anos, no extinto Holiday (ver biografia em www.companhialimitada.no.sapo.pt), mas antes de fazer os 18, já tinha trabalhado em algumas casas de “meninas”, na altura com o pomposo nome de “Boite”.

No Distrito de Setúbal e Lisboa conheci em trabalho já se vê, algumas das melhores do ramo, hoje penso que a maior parte delas já fecharam portas. Não menciono nomes, porque quero manter o anonimato de quem lá trabalhou, viveu, ou se desgraçou, já que a vida noturna era e ainda é, um “Mundo” aparte onde se vive, se ama e se morre sem ninguém dar por isso.

Dos 18 aos 21 anos, foram 4 anos de música vividos intensamente e em atividade paralela, já que o meu Holiday era o conjunto de fim-de-semana e de segunda a sexta-feira eu era simplesmente músico de Boite, a designação que mais se usava.

Lembro-me que, em algumas dessas casas, o camarim era comum para músicos, artistas de striptease, cantore(as) convidado(as)s e bailarinas de can can.

Sendo suposto o mesmo ser ocupado alternadamente, mas eu sempre fui um “puto” bem-educado e depressa fui “adotado” por todas elas, passando a fazer parte da mobília do camarim, normalmente composta por um toucador, um banco, um pequeno sofá e um espelho.

Foi lá que assisti, vezes sem conta, aos rituais do veste e despe de todas elas.

Calculo que o leitor gostaria que eu contasse alguns pormenores desses rituais, mas quer acreditem ou não as strippers e bailarinas de music-hall estavam ali para trabalhar e depressa fizemos amizade ao mesmo tempo que eu passei a encarar aqueles “assuntos” como a coisa mais natural do mundo.

Estão a ver os médicos legistas? Pois!..

Havia ainda as raparigas de alterne que se limitavam a fazer o seu trabalho, fazendo companhia aos clientes e finalmente, em locais estratégicos e espalhadas pela sala, as prostitutas profissionais que se faziam pagar pelos “favores sexuais”.

A história de vida da maior parte destas moças, era sempre igual. Paixoneta assolapada, correr atrás de um homem tipo o Mundo acaba amanhã, promessas de amor e uma cabana, aventuras sem fim e zás, lá acontecia uma gravidez inesperada que punha um fim rápido naquela quimera romântica.

Quando a Boite fechava, ás 5 da manhã, uma carrinha da casa, levava estas mulheres a casa para evitar mau ambiente á porta ou abusos da parte dos clientes que, lá por terem a carteira recheada, achavam que isso lhes dava o direito de “achincalharem” as pobres raparigas.

Muitas delas moravam na zona do Miratejo e como eu morava no Barreiro e ia apanhar o barco a Cacilhas, vinha de boleia na carrinha.

Pelo caminho a boa disposição sobrepunha-se ao cansaço e fazia-se um “balanço” da noite, numa franca conversa sem tabus que acabava num convite para torradinhas e um café da manhã na casa das minhas “amigas”, aos quais eu não resistia, pois era tratado com toda as “mariquices”.

Isto só era possível com a conivência do motorista, que jurava a pés juntos ao patrão, que o “puto” tinha ficado em Cacilhas.

Muitas vezes acabei por ficar lá a dormir até à noite seguinte.

Quem não gostava muito destas “pernoitas ocasionais” eram os meus Pais que iam aos arames sempre que eu não ia dormir a casa.

Hoje, devem haver muitos pais que são capazes de achar que isso é muito “matcho”.

Enfim passemos á frente!

Depois das torraditas e de uns chocolates da Regina para adoçar a boca, era o break time para se dividirem os lucros, pois o sono já apertava.

Os lucros de que eu falo provinham de umas “brincadeiras” que a gente fazia e das quais não resisto a contar-vos, pelo menos um dos muitos episódios em que me vi envolvido.

As prostitutas profissionais eram normalmente “free lancers” e tinham uma percentagem sobre as bebidas que conseguiam impingir aos clientes e sobre as que elas próprias consumiam. Ora bem se as “meninas” desatassem a beber tudo o que pediam, a meio da noite já não diziam coisa com coisa.

Então o “truque” passava por encher o copo para a “lady” e para o cliente, depois seguia-se o respetivo pezinho de dança, em que a “lady” levava copo na mão para ir beberricando ao som das músicas, do Nelson Ned ou do Frank Sinatra, que nós íamos debitando.

Quando passavam junto ao palco, deixavam o copo cheio e eu, dissimuladamente, despejava-o para uma garrafa vazia, normalmente de Wiskie White Horse.

Ao final da noite, a garrafinha estava cheia e era devolvida ao balcão. Nós recebíamos um pouco menos de metade do valor da garrafa.

Aquilo deixava uma média de 1.000$00 (ai que saudades que eu tenho dos escudos) por garrafa, para cada um.

Tínhamos noites de encher 4 e 5 garrafas. E foi assim, que comecei a frequentar as cervejarias mais In de Lisboa, banqueteando-me com belas Lagostas, Perceves, Santolas e tudo isto, regadinho com vinho Gatão, o vinho da moda na altura.

Ainda hoje não sei, porque é que não fumo, nem bebo álcool!

Ora continuando, depois do “parte e reparte”, ainda havia tempo para os desabafos, contados já sem maquilhagem e que me levaram muitas vezes às lágrimas.

Foi nessa altura que eu prometi a mim mesmo, que nunca seria um “merdas”, como os outros homens que elas conheceram.

Estas mulheres eram profissionais, que se sujeitavam às mais variadas situações, vivendo cenas humilhantes e degradantes, face às suas condições de mulheres. Tinham de fazer sacrifícios é certo, porque quase todas tinham filhos a quem dar de comer, no entanto como seres humanos deviam merecer todo o nosso respeito.

Ainda hoje quando passo na estrada do Marco do Grilo (estrada que liga Coina a Fernão Ferro) parte-se-me o coração ver aquelas pobres mulheres ali á chuva e ao frio, sujeitas aos energúmenos caprichos de certos merdosos que não ficando satisfeitos com o facto de as terem subjugado a troco de dinheiro, ainda lhes batem por vezes.

Pior ainda, são as atitudes dos “púdicos frustrados de chacha”, que vão passando nos carros a babarem-se todos e que vão disfarçando a sua impotência com umas buzinadelas e uns sorrisos sarcásticos.

MULHERES DA VIDA FÁCIL? O TANAS!

A vida de muitas destas mulheres não são como a canção do Tony Carreira “a vida que eu escolhi”, foram sim os azares e os reveses da vida que as colocaram naquela situação miserável.

Sim, estas são as verdadeiras prostitutas e agora digam lá, têm alguma coisa a ver com as P.U.T.A.S. que me levaram a escrever este Desabafos 15?

Ah pois é!

Claro que não têm!

Então ninguém tem o direito de se sentir ofendido, porque quem não quer ser “loba”, não lhe vista a pele, porque as P.U.T.A.S. que eu foco, só frequentam resorts, pousadas e hotéis de luxo, com SPA.

Quase todas se intitulam empresárias! Do quê? É que ninguém sabe.

Casam-se e descasam-se, inserindo os filhos dessas relações falhadas no convívio com o próximo cliente sem, minimamente se preocuparem com as “mossas” que isso fará nas crianças, algumas de tenra idade. São noctívagas por natureza, porque se aparecerem à luz do dia mostram as suas verdadeiras mazelas e essas, nem os melhores programas de composição fotográfica conseguem disfarçar.

Outras, dizem que têm projetos para televisão, mas que ano após ano nunca se realizam, andam com roupas emprestadas, comem á borla e não têm escrúpulos em se exporem, tudo isto num “dolce far niente” esquecendo-se que os anos passam por todos e um dia destes, nem os cães rafeiros lhes pegam.

Para mim, constituem um péssimo exemplo, pela alienação que transmitem induzindo os jovens a pensarem que a vida que levam é o melhor caminho a seguir.

Não estou armado em puritano e muito menos em salvador da Pátria!

Mas para que percebam melhor o meu ponto de vista, tomemos como exemplo a série juvenil “Morangos com Açúcar”.

Naquela série, que ocasionalmente tive a oportunidade de ver, a fantasia mistura-se com a realidade e toda a gente é “five stars”. Os professores embrulham-se com as alunas e vice- versa, o sexo está sempre presente e em qualquer lado, nos campos de férias, nas escolas, nos bares, na praia, enfim é um vale tudo. Não há escolas públicas, só colégios para meninos ricos e os pais são quase todos, advogados, doutores, professores, empresários de sucesso, etc., enfim uma panóplia de “gente bem”. Os operários, quando fazem parte da trama, fazem papel de filhos da puta ou de atrasados mentais. O álcool e a droga são ali tratados como se fossem um mal menor e os maus da fita têm todos carinhas larocas para atenuar a gravidade da situação, em que foram os protagonistas. Por fim, as miúdas e os miúdos são todos perfeitos, como se ser feio, fosse um pecado mortal. E é desta forma que os mais novos crescem a acreditar que a vida real é como nos “morangos com açúcar”, onde a maior parte dos pais são vexados e reduzidos a uma cambada de ignorantes estúpidos e maus, porque não lhes aparam as golpadas todas.

Na verdade é um pouco assim!

Mas, a vida não deve ser tratada de uma forma tão “fofinha” e linear, porque a sua realidade é bem diferente. Depois crescem e acham-se uns super-heróis, que não respeitam nada nem ninguém.

Se eu tivesse um filho pequeno nesta altura, não o deixava ver essa xaropada, pois há outras histórias de vida reais muito mais interessantes.

Nestas férias os amigos que partilharam comigo os dias de lazer compraram, vá se lá saber porquê, as revistas chamadas cor de “merda” para irem lendo, nos momentos de ócio.

Deve ter sido por causa dos efeitos inebriantes das “vacanças”.

São dessa cor, porque são mesmo do pior que se faz por cá, onde “pseudo” jornalistas da treta escrevem todos a mesma coisa, bastando apenas um “copy past” uns dos outros, dizendo mal só por dizer.

Isto para não falar de alguns “cronistas” sociais, que por lá pululam e que são uma cambada de bichas despeitadas, que passam a vida às ordens das alpinistas sociais para estas, em troca, lhes darem os exclusivos dos “paparrabos” combinados.

Cambada de borregos de carácter duvidoso.

Dei-me ao trabalho de ler todas (À pala, claro! Porque eu não gasto dinheiro nessas paneleirices).

Fiquei “piurço” quando vi as mesmas P.U.T.A.S. de sempre, pelas mesmas razões dos anos anteriores, novamente na “ribalta” a serem recicladas vezes sem conta, semana após semana, continuando a serem um mau exemplo para qualquer um que se prese, mas a serem pagas para serem protagonistas de um filme trágico–cómico, que nunca mais acaba.

Fiquei num estado letárgico e a interrogar-me como é que isto pode ser?

As revistas cor de “merda”, têm a culpa porque lhes dão protagonismo. No entanto, para mim, os maiores culpados são as pessoas que consomem estas aberrações literárias em forma de revistas e alimentam estas parasitas da sociedade.

Pode até ser um mal necessário e eu até posso estar errado, equivocado, mal informado, atrofiado, despeitado ou aquilo que vocês quiserem, mas de uma coisa eu tenho a certeza, digam o que disserem, eu mantenho a minha:

TOU FARTO DE P.U.T.A.S.!

Tá Dito? Tá feito!

(Carlos Camarão)


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

QUIS SABER QUEM SOU, O QUE FAÇO AQUI ! (Desabafos 14)

Começo este novo desabafo por pedir desculpa ao Paulo de Carvalho (cantor) por lhe estar a usurpar a frase que um dia escolheu, para título de uma canção da sua autoria. Não que esteja falho de ideias, mas a verdade é que tenho aproveitado estas férias, para fazer introspeção à minha vida social e perceber afinal quem sou eu e o que faço aqui, nesta sociedade decadente. E mesmo correndo o risco de ser considerado um palerma armado em esperto, assumo que não tenho nada a ver com a maior parte desta “gentinha de merda”, com a qual sou obrigado a conviver. Esta tirada conclusiva que acabei de referir, já de há muito que a perfilho, mas quando tenho oportunidade de ficar uns dias afastado do “Mundo” que, diariamente, me rodeia e assento arraiais no “meu paraíso”, em perfeito contacto com a natureza, onde o tempo passa devagar e me sobra para tudo, é que me questiono: “Quem sou eu e o que faço aqui?”

Em termos sociais, considero-me classe AAA, o “tipo” porreiro que respeita mais do que é respeitado. É verdade que muitas das vezes exijo mais do que talvez me possa pertencer por direito e isso já me causou muitas desilusões e muitas mágoas, mas também não é menos verdade que dou sempre mais do que aquilo que as pessoas merecem. Dou como exemplo, para reforçar a minha opinião, o grupo que há 13 anos lidero (Companhia Limitada). Há muito que me podia ter “encostado” à sombra da bananeira e tirar proveitos de 43 anos de carreira como músico.
Como?

Fazendo suporte musical numa das muitas bandas que andam por aí a tocar para as “super stars” da nossa praça. Nos tempos do meu extinto HOLIDAY fiz isso muitas vezes.
Tocar num dos muitos grupos que por aí fazem bailes e têm uma produção cénica, organizativa e sonora acima da média, dar umas aulas de música, montar um estúdio de gravação a sério, etc. etc.….

Quem me conhece de perto, sabe bem do que estou a falar. No entanto, preferi dar a “mão” a jovens desconhecidos, quiçá alguns ainda mais à deriva do que eu, socialmente falando, e investir tudo o que tenho a favor deles.

Na prática, adotei-os pondo em risco muitas vezes a minha integridade física, emocional, familiar, financeira, profissional (versão TCB), entre outras “porras” que nem vale a pena mencionar.
A todos, os que me têm acompanhado nesta aventura musical que se chama Companhia Limitada, eu dei o meu melhor, ensinando-lhes os prós e os contras desta “vida” bonita e gratificante, mas igualmente traiçoeira, que envolve o mundo do “show business”.

Nunca em tempo algum, deixei que os “meus músicos” subissem a um palco para fazer figuras tristes. Para tal eu dedico-lhes toda a minha atenção sem limites, em detrimento da minha família.
Tenho a sorte de ter ao meu lado uma grande mulher de seu nome Maria José Camarão, que “aparou” literalmente todas as “merdas” que eu aprontei para fazer estas pessoas felizes. Hoje, tenho a certeza que 50% do sucesso que tenho obtido com os Companhia Limitada, lho devo a ela. Além disso, quer nos bastidores, quer em palco a contracenar comigo (Revista à portuguesa, Musicais de Natal, etc.), mostrou um talento incrível como atriz de teatro que eu, com toda a experiencia que possuo também nessa área, nunca conseguirei ter.

Ninguém duvide que os Companhia Limitada são uma verdadeira escola de artistas e ao mais alto nível. Ainda este ano, nas festas do Barreiro, com o nosso espetáculo de Tributo aos ABBA, mostrámos mais uma vez o porquê do nosso sucesso.
Nas 3 atuações que fizemos, em Agosto, no Algarve, com vários tipos de espetáculos, as enchentes e o entusiasmo que registámos e que podem ser vistos em vídeo (Youtube e Facebook), aquilatam bem a qualidade dos nossos projetos. Tudo isto é fruto de muito trabalho e muita entrega, que não se compadece de maneira alguma com “distrações” mais ou menos relevantes ou interessantes dos intervenientes nos vários projetos musicais que temos vindo a construir.

 A concorrência é muito grande e muitas vezes desleal. Por isso, quem como nós quer singrar tem de perceber que as hipóteses para falhas têm de ser mínimas e o pior é que conforme o tempo vai passando, a tendência é para “tolerância zero”. Daí que não seja de estranhar que alguns vão ficando pelo caminho, são opções que de “mau grado eu consigo digerir” e que abalam a minha confiança, mas porquê?
Porque eu faço um investimento enorme, conforme já deixei perceber nas afirmações atrás feitas e, salvo raras exceções, nunca têm retorno. 

Ahhhh pois é! Querem que eu me explique melhor? Então lá vai!
Tenho mais de 200 mil euros investidos em material de alta qualidade para ensaios e espetáculos, além de custear todas as produções em termos de guarda-roupa e manutenção dos mesmos.

Tenho a meu cargo todas as despesas inerentes aos pagamentos de rendas, luz, manutenção das viaturas que estão ao serviço de todos, IRS, segurança social e despesas diárias ou pontuais com deslocações, para contactos de trabalho, espetáculos e ensaios.
Faço ainda todo o trabalho de marketing, relações públicas, “discussão e assinatura” de contratos onde sou, legalmente, o único responsável e pontualmente coadjuvado pela Sónia Alexandre.

Isto para não contabilizar as horas infinitas que “gasto” a ensaiar, ensinar e motivar todos os que trabalham nos projetos dos Companhia Limitada.
Serei um Mártir? Népias!...

Porque tudo o que faço e falo é feito de boa vontade, sinto-me é f***** e mal pago, por tudo o resto. 
E por falar em pagamentos!

Querem Mais?
Até à data de hoje, nunca pedi um cêntimo que fosse, a alguém que trabalhe comigo e, caricatamente, em qualquer parte do mundo, quem quer aprender seja o que for tem de o pagar. No entanto, aqui nos Companhia Limitada, mal começam a largar as fraldas, já estão a ser remuneradas. Sendo certo que, a única coisa que eu exijo e da qual não abro mão, é de fidelidade absoluta á minha causa e aos meus ideais e quando não estiverem de acordo, a transparência tem ser imaculada e esclarecida na hora.

Eu aceito um não, mas reajo muito mal a um talvez.
A insegurança que isso me traz, deixa-me de rastos. Não sou nenhum tirano, nem pretendo ser omnipresente, antes pelo contrário. A maior parte das pessoas que me abordam, no sentido de trabalharem comigo, talvez para caírem nas minhas boas graças, desfazem-se em simpatias e atenções tornando-se “eles” sim omnipresentes na minha vida social, laboral e familiar.

Tenho uma máxima que me acompanha desde sempre e que diz o seguinte:
NÃO ME DÊEM NADA QUE A SEGUIR ME QUEIRAM TIRAR, PORQUE EU FAÇO UMA PUTA DE UMA BIRRA DANADA  E ACABA-SE O ENCANTO.

Não há ninguém, mas ninguém, que “ande perto de mim” que não saiba esta minha tomada de posição.
Em suma, eu não peço nada além do que atrás referi, o que é muito pouco para o que me proponho dar.

Agora e se for caso disso, perguntem a essas pessoas, como é que eu passo, de um momento para o outro, de bestial a besta? Como é que eu passo de referência exemplar a um ser abstrato e indesejável? Porque é que ficam de costas viradas comigo?
Já nem falo dos respetivos familiares, porque esses não sabem nem nunca quiseram saber dos sacrifícios feitos para conseguir que as suas “joias da coroa” saltem do 0 aos 100, em tão pouco tempo e sem terem investido um único momento das suas vidas, já que dinheiro, nem vê-lo.

Cada espetáculo temático que eu crio para o grupo, tem no mínimo 6 a 7 meses de ensaios, onde me empenho a aplicar toda a minha experiencia e conhecimentos, para conseguir que “pessoas” com pouca experiencia consigam suplantar as suas dificuldades e possam obter performances de alto gabarito.
Como é que acham que se chega lá?

Pensam que é com paninhos quentes e conselhos dos familiares? Não!
É com muito espírito de sacrifício e entrega que se consegue, chegar até onde chegamos. Agora o que se passa dentro das nossas portas, devia de aí ficar.

Ninguém tem o direito de especular ou falar do que não conhece. Já passaram pelos Companhia Limitada alguns elementos, que por esta ou por aquela razão acabaram por seguir outros caminhos. Se estão melhor ou pior, não sei nem me interessa porque inveja é uma patologia da qual não padeço, porém, tenho a certeza de que um dia mais tarde, irão reconhecer que alguns dos melhores anos da sua vida, foram passados quando estavam ao serviço dos Companhia Limitada.
Só que nesta altura do campeonato, o desgaste que isto me tem provocado é enorme! E ao fim destes anos todos questiono-me, e que me perdoem os verdadeiros, se os “amigos” que eu tenho tido, não têm sido mais do que parasitas, quiçá chatos agarrados aos meus tomates que me têm sugado, a torto e a direito, o sangue a alma.

Não estou a dramatizar, mas começo a preocupar-me e muito, com as minhas escolhas porque, bolas, é cada tiro, cada melro. E por mais voltas que dê, o ciclo repete-se ou seja, extraio um “dente” podre, logo arranjo outra cárie, nem nos postiços já posso confiar.
Estou farto de recomeçar, de querer acreditar que quem vem a seguir seja a pessoa certa, de expor a minha vida, a minha intimidade, os meus planos e os meus receios a pessoas que, pela certa, mal percebem que não estão de acordo comigo batem a asa e começam a sujar a água que até aí beberam.

Começo a questionar-me e a ficar na dúvida, afinal a minha privacidade passa a zero sempre que isto acontece. E tudo, porque eu não sei ser de outra maneira se não me entregar totalmente, mas caramba, apesar de me sentir com um espírito bem contemporâneo, o meu B.I nunca me deixaria mentir, nem eu faço questão disso. Afinal eu já cheguei até aqui, com a graça de Deus e do meu Anjo da Guarda e os meus detratores não sabem até onde chegarão. Eu tenho uma história de vida repleta de luta e sacrifícios, orgulho-me de dizer que nunca ninguém me deu nada, que não me tenha esforçado o suficiente por merecer, mas quando tenho de recomeçar de novo, dou por mim a questionar-me, será que vale a pena?
Porra, andam para aí pessoas que até da merda fazem dinheiro, e percebam que a palavra “dinheiro” aqui é meramente figurativa, porque se o meu objetivo fosse esse, eu nunca adotaria uma atitude altruísta e solidária como até aqui, tem sido a minha atitude social.

Agora vou “arrancar” com um novo projeto, adoro Bee Gees eles eram uma banda fabulosa, autores inspirados que escreveram músicas lindas. Para lhes prestar um tributo, ao nosso nível e como eles merecem, vou ter de me empregar a fundo e ter uma equipa sólida e esforçada, que esteja pronta a abdicar de outras “distrações”, nos próximos meses, por esta causa. Mas já começo a questionar-me se vale a pena? Se não estará na altura de calçar as pantufas e mandar tudo prás urtigas?
Estas interrogações são fruto dos amigos da Onça, Petrarca e Peniche, que arranjei sem pedir nada em troca, aliás este é o meu eterno mal, dou demais para quem nada merece e o pior é não ter maldade para perceber que, quer eu queira quer não, há pessoas que não prestam mesmo! Enquanto eu não souber separar o trigo do joio, nunca irei passar de uma lagartixa que nunca chegará a jacaré.

Neste momento tenho ao meu lado a equipa que me dá alento para continuar, os meus filhos Lígia e Miguel e a incontornável Sónia, que comigo formam os “Fabulous Four” dos Companhia Limitada, tudo isto sob a supervisão do meu anjo da guarda na Terra. “Marizé B.” Adoro-te mulhé…. E Deus nos dê saúde para me puxares para cima quando eu caio, mesmo que tenhas de meter o dedo no carcará lolllll, para eu arrebitar, afinal é como tu dizes, na minha idade já não preciso de provar nada a ninguém que não me queira ver ou fazer feliz.
Porque!

Quando me sinto amarrado a correntes com elos do mais puro aço, Deus mune-me de um potente maçarico chamado Fé e com ele desfaço-me das dúvidas nas calmas.     

Ainda assim, eu continuo a questionar-me QUEM EU SOU E O QUE FAÇO AQUI!
Quer dar-me uma ajuda?

Tá dito? Tá Feito!
Carlos Camarão (Mentor do projeto musical Companhia Limitada)

quarta-feira, 13 de junho de 2012

COMO É QUE É? (Desabafos 13)

Ao longo da minha “vida” de músico, tenho-me deparado com situações verdadeiramente insólitas, que se repetem provocando-me aqui e ali um autêntico “dejá vú”, ou seja: Tenho a impressão que já vi isto em qualquer lado!

Costumo até dizer, que já conheço estas situações de outros Carnavais. E Carnavais porquê? Porque felizmente as recordações que me assolam, são na sua maioria felizes. E até mesmo “aquelas” menos boas, acabam por me proporcionar ensinamentos, que tento aproveitar para não ser “apanhado” em contra mão . Depois esforço-me bastante para passa-los às pessoas que amo e que me ajudam a ser feliz, partilhando comigo anos de “aventuras” numa história que eu bem gostaria que fosse infindável, mas quando se chega aos 43 anos de carreira e com os pés bem assentes no chão, só posso pedir a Deus saúde e tino, para saber quando me hei-de retirar e ir vivendo um dia de cada vez.

A minha cabeça não pára. Sinto, muitas das vezes, que os meus colegas têm dificuldade em acompanhar o meu ritmo, o que acaba por criar uma saudável loucura quando todos nos embrenhamos, de corpo e alma, num novo projecto de entretenimento musical.

Não corremos atrás da fama, basta-nos ter a hipótese de mostrarmos o nosso trabalho e o público que decida qual o lugar em que merecemos estar.

Em 13 anos de existência, o grupo tem vindo a sofrer as “metamorfoses” necessárias, para continuar a trilhar o caminho do sucesso.

Sentimos que na maioria das vezes temos sido recompensados por esse esforço. Não olhamos de lado a concorrência mas também não a tememos, porque os nossos objectivos, há muito que foram bem definidos e já percebemos que a nossa maneira simples de pensar é, no mínimo, diferente.

Depois de ter iniciado este “Blog” com o qual pretendo partilhar as aventuras pessoais e colectivas, ligadas ao show business, tenho recebido constantes incentivos para continuar a “contar” as peripécias do meu (nosso) dia-a-dia

Não quero de forma alguma e para já , tornar estes apontamentos pontuais num diário, não que me faltasse matéria, mas não quero correr riscos desnecessários.

Porém, não se pense que só recebo elogios, recebo sim e acima de tudo sugestões.

Já expliquei vezes sem conta, que se não fosse a música, a minha vida não tinha “piada”, não é que eu tenha alguma coisa contra quem escolhe outro “modus operandi” para o seu status social, só que para mim, a arte do entretenimento que englobe música, teatro, revista popular, concertos, acompanhamento de artistas, entre outros, tem-me proporcionado inesquecíveis momentos de prazer, de partilha, de adrenalina, de stress, de companheirismo, de realização pessoal, entre tantas outras motivações que, ao fim de todos estes anos, eu ainda “teimo” em não arrumar as botas.

Se não fosse a música, a minha vida era demasiada rotineira, tudo seria certinho demais e estupidamente previsível e isso, aborrecer-me-ia com toda a certeza.

Não posso almejar outra, porque só conheci esta praticamente desde que me conheço e hoje, olhando para trás, não me arrependo de ter escolhido o “palco” para me sentir útil, coisa que na minha outra profissão raras vezes consegui. Detesto ser mais uma peça do puzzle, prefiro ser o criativo que julgo ser.

Boooooooooooooooolas! Que este intróito hoje foi bem compridinho

Então bora lá “esfolar o rabo”

Quando, em 1999, parti para este projecto musical e lhe coloquei o nome de Companhia Limitada, nunca pensei que fosse tão difícil às pessoas habituarem-se ao nome. Já expliquei “N” vezes que pretendi com o mesmo, que ele fosse perfeitamente identificável quer por extenso ou usando simplesmente a sigla Cª Ldª que é sobejamente conhecida.

Tem sido um “luta” inglória porque o Povo é quem mais ordena, já cantava Zeca Afonso e assim temos vindo a ser brindados com um relambório completo de outros nomes com que, sem mais nem ontem, nos têm vindo a apelidar.

Eis alguns exemplos: Carlos Camarão e suas bailarinas; Camarão e suas gambas; Carlos Camarão e Filhas; A companhia do Carlos Camarão; Carlos Camarão e Companhia Limitada; Camarão e Companhia; Grupo Companhia; Camarão e as miúdas da Companhia; Pai e Filhas …..irrrrrrrrrrrrrrrrra vão lá ser calhaus para o cu de Judas

Mas será que é tão difícil fixar o nome do grupo? Com tantos nomes “estrambólicos” que existem por aí, eu escolhi um nome Português e mesmo assim não atinam? Se fazem um cartaz, o nome normalmente aparece correcto, mas quando se trata de anunciar o grupo num show ao vivo, ficamos sempre na expectativa da calinada que vai sair, acabando algumas vezes por entrarmos em palco todos à gargalhada, para espanto e gáudio do público que também se ri, por nos ver logo tão “animados” ainda antes da actuação.

Há muito que faz parte do entretenimento interno, andarmos a apontar as “calinadas” ocasionais uns dos outros. Desde aquele elemento que um dia chegou ao ensaio a dizer que o Avô tinha sido operado ao útero, ao que gosta muito de palitos René (La Reine), ao que diz Carlos não “sejes” assim, ao que diz “Lavardio”, ao outro que disse que à porta da escola estavam a fazer uma manifestação e “tava um homem com um holofote (megafone) na boca em cima do muro a falar para os alunos” enfim, isto é só uma pequena amostra do que se pode arranjar.

É um “caderninho” com 13 anos de “bocas”, que devia ser publicado, mas como há pessoas que já não estão com os Companhia Limitada, o bom senso, manda-nos que fique para segundas núpcias.

Mas a última anedota com o nome do grupo aconteceu este fim-de-semana, onde demandei ao Algarve, mais propriamente à Vila de Ferragudo, para tratar de assuntos particulares e preparar o “terreno” para os 4 shows que iremos lá fazer entre Julho e Setembro.

Já há alguns anos, que temos o privilégio de actuar naquela Freguesia, em eventos onde temos deixado a nossa marca de imagem, sempre com relevante sucesso. Para além da música, a nossa postura simples e sem quaisquer elitismos ou vedetismos, tem-nos granjeado uma legião de adeptos, onde pontuam os estrangeiros que, cá residem ou aqui se encontram de férias, os quais não se poupam em tecer rasgados elogios ao nosso trabalho. Isso fez com que tal sentimento começasse a ser extensivo aos comerciantes, que vêem nos Companhia Limitada uma mais-valia para o seu negócio de restauração. Por norma, quando lá actuamos a noite, segundo alguns, vale por um Mês.

Temos pois que agradecer ao Presidente da Junta, Sr. Luís Alberto que não se tem poupado a esforços para ter os Companhia Limitada na Freguesia a que preside e ao qual muito agradecemos a preferência. Mas nunca me passou pela cabeça, que neste Domingo, dia 3 de Junho de 2012, quando tomava um delicioso pequeno-almoço com a minha mulher, no Largo Rainha Dona Leonor, onde este Verão voltaremos a actuar, que a dona do restaurante, ao saber que nós ali iremos 4 vezes este ano, muito emocionada foi comunicar ao marido que as “Meninas do Sr. Presidente da Junta de Freguesia” estavam de volta. A minha mulher com um certo ar trocista veio dar-me a novidade e disse: Carlos tu sabes como é que és conhecido aqui?

E eu Não!

“Pelas meninas do Sr. Presidente da Junta de Freguesia”

COMO É QUE É?

Fonix!!!!!!!!!!!!!!!

Levei algum tempo a “mastigar” a novidade.

As meninas do Sr. Presidente da Junta de Freguesia, balbuciei eu sobre o olhar cada vez mais trocista da minha mulher, bem eu até já estou habituado a que me alterem o nome do grupo e já vos dei alguns exemplos, mas é a primeira vez que me põem “fora” do grupo e nem sequer me avisam. Na prática, quando actuamos tiram-lhes 10 fotos a elas e a mim apenas 1, filmam os pormenores delas e os meus, só quando a câmara passa por mim e agora pergunto, está correcto?

Eu respondo, está!

E nem me importo nada!

 Elas vendem talento, mas também vendem imagem, uma imagem que tem sido cuidada, para não passar os limites da decência.

Agora porquê as meninas do Presidente da Junta de Freguesia?

Não estou chocado claro! Mas é caso para pensar, que nós somos aquilo que o Povo quer, podemos fazer planos, trabalhar a imagem, vestir o melhor trapinho, mas quando o “povão” nos rotula, é escusado.

Bem, já sei que quando voltar lá em Julho, vou ter de desmistificar esta história, tanto em Português como em Inglês, é que se fossem As meninas do Sr. Presidente a coisa ainda passava, porque podíamos subentender que eu é que era o “PLESIDENTE”, mas agora “PLESIDENTE DA JUNTA”? Pelo menos do Conselho de Administração. Mas vamos lá agora perceber porquê? Por ele nos ter “adoptado” ou por ser um acérrimo defensor nosso? Ok! É mais uma entrada no “anedotário” do grupo e desde que nos respeitem está tudo bem.

Artista sofre, mas músico pena 

Extra em primeira-mão!

Hoje dia 4 de Junho começam oficialmente os trabalhos de preparação para a parceria que fizemos com a Brasileira SIMARA.

O Show irá chamar-se SIMARA & COMPANHIA LIMITADA, grandes êxitos da música Brasileira.

Em palco e para além de nós, irão estar 4 bailarinos. A estreia está marcada para dia 3 de Julho de 2012, em Coimbra, nas margens do rio Guadiana.

Entretanto, está tudo preparado para começarmos a trabalhar no novo show temático do grupo, que contamos estrear este ano no Reveillon, no Hotel Club D’Azeitão, ao qual demos o título provisório de:

BEE GEES 2 U, BY COMPANHIA LIMITADA

Com o desaparecimento de Robin Gibb, depois de Maurice, achámos que está na altura de cantarmos uma das maiores bandas Pop de sempre. Graças aos Bee Gees, todos aprendemos a gostar de fazer harmonias vocais (cantar a vozes). Vai ser um show, que acreditamos, irá somar mais um sucesso às nossas propostas de shows temáticos. Com momentos, que irão das baladas em acústico ao poderoso som do “Disco Sound”, BEE GEES 2 U, BY COMPANHIA LIMITADA, dará uma especial atenção à complexidade dos temas. Já estão escolhidas as 30 melhores músicas que irão dar suporte a este show que, após a estreia prevista para 31 de Dezembro, irá ser a nova aposta para o ano de 2013. Fique atento e não perca pitada dos preparativos que, entretanto, iremos deixando antever. Por agora é tudo

Tá dito? Tá Feito!

( Carlos Camarão mentor do projecto musical Companhia Limitada )